Apneia do sono pode ser mais um fator de risco para pacientes com Covid-19

Revisão de 18 estudos foi publicada no Sleep Medicine Reviews e mostra que problema pode aumentar risco de morte em mais de duas vezes

atualizado 14/09/2020 18:06

apneia do sonoJuanmonino/GettyImages

Pessoas que sofrem com apneia do sono podem ser incluídas na lista de pacientes de risco para a Covid-19. Segundo um estudo feito pela Universidade de Warwick, no Reino Unido, e publicado no periódico Sleep Medicine Reviews, o risco de morte para quem tem a doença pode aumentar 2,8 vezes depois de sete dias internado em hospital.

A pesquisa revisou dados de 18 estudos científicos sobre o assunto. De acordo com Michelle Miller, responsável pelo levantamento, a Covid-19 aumenta o estresse oxidativo, a inflamação e tem efeitos na estrutura que ajuda a controlar a pressão sanguínea – os três sintomas afetam pessoas que têm apneia do sono.

“Quando se tem indivíduos com mecanismos já afetados, não é surpresa que a Covid-19 os atinja com maior força”, explica a pesquisadora, em entrevista ao Daily Mail.

Pessoas com apneia do sono param de respirar momentaneamente enquanto dormem, pois os músculos da garganta relaxam e impedem a entrada de ar para os pulmões. Quando isso acontece, há um ronco alto, que acorda o paciente.

A condição é mais comum em pessoas diagnosticadas com diabetes, obesidade ou pressão alta, que são também quadros de risco para a Covid-19.

Miller alerta que cerca de 85% dos pacientes com a doença não são diagnosticados e, se houver suspeita de apneia do sono, o melhor é procurar um médico para iniciar o tratamento. Ela também afirma que esse grupo deve seguir atentamente as medidas de proteção contra o vírus (distanciamento, uso de máscaras e higiene das mãos) para evitar o contágio.

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