Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube

Apuração pelo Brasil

Saúde

Anvisa proíbe insulina e tirzepatida vendidas de forma irregular

Medidas atingem insulina glargina distribuída por empresa sem autorização e seis produtos vendidos na internet sem registro na agência

06/10/2026 16:22, atualizado 06/10/2026 16:36
Rmcarvalho/Getty Images
ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Brasília, Distrito Federal - Brasil. 6 de dezembro de 2020 - Anvisa manda recolher suplementos da Mais Mu após falhas em fábrica - Metrópoles

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização de insulina glargina distribuída de forma irregular e determinou a apreensão de seis produtos vendidos pela internet como peptídeos e medicamentos. As medidas foram publicadas nesta terça-feira (6/10) e envolvem produtos sem regularização sanitária no Brasil.

No caso da insulina, a proibição vale para todos os lotes de glargina de 3 mL/100 UI distribuídos pela empresa Costa Mar Comércio Licitatório Ltda. Segundo a Anvisa, a empresa não tinha Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) para distribuir medicamentos.

Insulina era distribuída sem autorização

Uma fiscalização realizada pela Vigilância Sanitária Municipal de Petrópolis (RJ), em 9 de setembro, constatou que a Costa Mar não funcionava no endereço cadastrado e não tinha licença sanitária identificada no local.

Com a empresa sem autorização para distribuir medicamentos e sem funcionamento no endereço informado, a Anvisa determinou a proibição da comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso da insulina relacionada à empresa.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Saúde e Ciência

Receba no seu email as notícias de Ciência&Saúde

Frequência de envio: Semanal

Ver todas as newsletters

A AFE é uma autorização concedida pela agência para empresas que realizam atividades com produtos sujeitos à vigilância sanitária, como fabricação, distribuição, armazenamento, importação e transporte de medicamentos.

Seis produtos vendidos pela internet foram apreendidos

A Anvisa também determinou a apreensão e proibiu o armazenamento, a fabricação, a venda, a distribuição, a propaganda, o transporte e o uso de seis produtos comercializados no site Peptídeos do Brasil.

Segundo a agência, os produtos não tinham registro, notificação ou cadastro. O fabricante também não foi identificado. Embora fossem apresentados como produtos destinados a pesquisas, a Anvisa apontou indícios de potencial uso em humanos.

A medida vale para os produtos das marcas Alluvi Healthcare, Oxygen KW Pharma e Synedica Labs e também para pessoas físicas ou empresas que comercializem ou divulguem esses itens.

Veja quais produtos foram atingidos

A resolução da Anvisa cita seis produtos que devem ser apreendidos:

  • BPC157 & TB500 40 mg, da Alluvi Healthcare;
  • NAD+ 1000 mg, da Synedica Labs;
  • Tirzegen 60 mg Tirzepatida, da Oxygen Pharm;
  • Retagen 40 mg Retatrutide, da Oxygen Pharm;
  • Glow GHK-CU 70 mg, da Alluvi Healthcare;
  • Retatrutide 40 mg, da Alluvi Healthcare.

O Tirzegen 60 mg era apresentado como tirzepatida, substância usada como princípio ativo do Mounjaro. Já o Retagen 40 mg e o Retatrutide 40 mg eram apresentados como retatrutida. A retatrutida ainda está em estudo clínico e não há medicamento registrado no Brasil com essa substância.

De acordo com a Anvisa, os produtos foram anunciados sem a regularização exigida para medicamentos. Por isso, a determinação impede que sejam fabricados, armazenados, comercializados, distribuídos, transportados, divulgados ou utilizados.