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Saúde

Pomada capilar exige atenção e checagem antes da compra, alerta a Anvisa

Anvisa orienta checar lista de produtos autorizados e alerta para riscos de uso irregular e promessas de tratamento sem comprovação

02/10/2026 09:57, atualizado 02/10/2026 09:59
drobotdean/Magnific
Close-up de uma jovem mulher mãos segurando um pote de creme ou pomada capilar. Metrópoles

O uso de pomadas capilares para trançar, modelar ou fixar os fios exige atenção na escolha do produto. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), itens com aparência semelhante podem não estar todos regularizados e devem ser avaliados individualmente.

A recomendação é consultar o nome completo do produto na lista de pomadas autorizadas pela agência antes da compra ou do uso. Apenas os itens presentes nessa relação podem ser comercializados e utilizados no país.

Como verificar se a pomada é regular

Além de conferir a lista, é importante checar o número do processo informado na embalagem. Esse código identifica o produto junto à Anvisa e segue um formato padronizado. Em compras pela internet, a orientação é solicitar essa informação ao vendedor caso ela não esteja disponível no anúncio.

A agência também recomenda adquirir cosméticos apenas em estabelecimentos regularizados e observar as instruções de uso e advertências no rótulo. Se houver dúvida sobre a regularização, o produto não deve ser utilizado.

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Pomadas capilares têm finalidade cosmética e não devem ser divulgadas como solução para doenças. Produtos que prometem tratar condições como calvície, alopecia ou dermatite seborreica merecem desconfiança.

A Anvisa destaca que a regularização permite o acompanhamento dos produtos, mas não elimina a possibilidade de reações indesejadas. Por isso, o uso deve seguir as orientações indicadas na embalagem.

Cuidados durante o uso

Para reduzir o risco de contato com os olhos, a recomendação é inclinar a cabeça para trás ao lavar os cabelos após o uso da pomada. Em caso de contato acidental, é indicado lavar a região com água em grade quantidade.

Se houver irritação persistente, a orientação é procurar atendimento de saúde e comunicar o caso à Anvisa.

Notificação ajuda na identificação de problemas

O registro de reações adversas contribui para a identificação de produtos irregulares e para o acompanhamento das empresas responsáveis. Informações como nome do produto, fabricante e número do processo facilitam esse trabalho.

Dados da agência mostram que, desde 2023, parte das notificações não trouxe identificação da empresa, o que dificulta a análise dos casos. O envio de fotos da embalagem pode ajudar na apuração.

As notificações podem ser feitas por meio do sistema da Anvisa ou pelo e-Notivisa, voltado ao registro de problemas com produtos sujeitos à vigilância sanitária.