Anvisa encontra 1,3 milhão de injetáveis irregulares em farmácia de SC
Fiscalização identificou produção sem receita médica e falhas sanitárias em farmácia de manipulação em Palhoça
atualizado
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Vigilância Sanitária de Santa Catarina identificaram graves irregularidades em uma farmácia de manipulação no município de Palhoça, na Grande Florianópolis, em Santa Catarina.
A inspeção foi realizada na última semana na HKM Farmácia de Manipulação Ltda, conhecida como Essentia Pharma, e o caso foi divulgado pela agência nessa segunda-feira (23/3).
No decorrer da fiscalização, os agentes encontraram mais de 1,3 milhão de unidades de medicamentos injetáveis já produzidos e armazenados sem prescrição médica. Segundo a Anvisa, esse tipo de prática é proibido, já que farmácias de manipulação só podem preparar medicamentos mediante receita individualizada para um paciente específico.
De acordo com a agência, os produtos estavam pré-fabricados e aguardavam a comercialização futura, o que caracteriza produção em escala industrial, atividade que não é permitida para esse tipo de estabelecimento.
Falhas sanitárias e risco de contaminação
A inspeção também identificou problemas no processo de manipulação e esterilização dos medicamentos. Segundo os fiscais, havia risco de contaminação por microrganismos, como bactérias e fungos, devido à forma como as formulações estavam sendo produzidas e ao contato com materiais inadequados.
Diante das irregularidades, foi determinada a interdição da linha de produção de medicamentos esterilizados pelo método de envase asséptico. Esse procedimento é utilizado para garantir que medicamentos injetáveis sejam acondicionados em recipientes estéreis e devidamente selados, evitando a entrada de contaminantes.
Outro ponto identificado durante a inspeção foi a presença de insumos de tirzepatida sem os testes e controles exigidos pelas normas sanitárias. A substância faz parte de um grupo de compostos utilizados em medicamentos que atuam no receptor GLP-1, empregados principalmente em tratamentos metabólicos.
De acordo com a Anvisa, a manipulação desse tipo de substância deve seguir regras específicas estabelecidas em uma nota técnica publicada em 2025, que define padrões para importação, controle de qualidade e rastreabilidade desses insumos em farmácias magistrais.
As irregularidades constatadas levaram à adoção de medidas sanitárias contra o estabelecimento, que permanece sob acompanhamento das autoridades.
