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Saúde

Anvisa desmente mito de que alho substitui antibiótico em tratamentos

Agência afirma que alimento tem compostos benéficos, mas não há evidências de que trate infecções bacterianas

03/07/2026 10:28, atualizado 03/07/2026 10:32
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Alho

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou para os riscos de usar alho como substituto de antibióticos no tratamento de infecções. Segundo o órgão, apesar de o alimento conter substâncias com propriedades benéficas à saúde, não há comprovação científica de que ele seja capaz de combater infecções bacterianas ou substituir medicamentos como a amoxicilina.

De acordo com a agência, a falsa ideia de que o alho funciona como um “antibiótico natural” tem circulado nas redes sociais e pode levar pessoas a abandonarem tratamentos comprovadamente eficazes, colocando a saúde em risco.

O que a ciência diz sobre o alho

A Anvisa explica que a confusão surge porque o alho contém compostos como a alicina, substância associada a efeitos anti-inflamatórios, antioxidantes, cardioprotetores e imunomoduladores.

Esses benefícios, porém, não significam que o alimento tenha ação antibiótica. Segundo o órgão, até o momento não existem evidências científicas de que o alho seja capaz de tratar infecções bacterianas ou substituir medicamentos desenvolvidos especificamente para esse fim.

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Por que antibióticos não podem ser substituídos

Os antibióticos comercializados em farmácias passam por um longo processo de pesquisa, testes e avaliação antes de serem aprovados para uso.

Segundo a Anvisa, para que um medicamento receba registro, é necessário demonstrar sua qualidade, segurança e eficácia por meio de estudos científicos. Além disso, as agências reguladoras analisam uma série de requisitos antes de autorizar a comercialização desses produtos.

Por isso, a orientação é que infecções bacterianas sejam tratadas apenas com medicamentos prescritos por profissionais de saúde, evitando substituir terapias comprovadas por receitas divulgadas sem respaldo científico nas redes sociais.