metropoles.com

Alta ingestão de açúcar pode aumentar risco de AVC, afirma estudo

Pesquisadores da Universidade de Oxford concluíram que a ingestão de açúcar livre (adicionado aos alimentos) aumenta em 10% o risco de AVC

atualizado

Compartilhar notícia

Getty Images
*****Foto-pessoa-comendo-chocolate.jpg
1 de 1 *****Foto-pessoa-comendo-chocolate.jpg - Foto: Getty Images

Um novo estudo, publicado na revista científica BMC Medicine na última terça (14/2), concluiu que a ingestão de açúcar contido em alimentos industrializados pode aumentar as chances de um acidente vascular cerebral (AVC) em 10%.

Os pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, monitoraram a saúde de 110 mil pessoas durante nove anos por meio de questionários com informações detalhadas sobre estilo de vida, questões de saúde, fatores sociodemográficos e alimentação.

Os participantes tinham idade entre 45 e 65 anos, aproximadamente, e cerca de 12% das calorias diárias ingeridas por eles provinham do açúcar livre (adicionado aos alimentos).

Ao final da pesquisa, os resultados mostraram que a ingestão de açúcar livre foi associada à maior incidência de doenças cardiovasculares e cardíacas isquêmicas – 4.188 casos e 3.138, respectivamente. As doenças cardíacas isquêmicas são causadas por coágulos sanguíneos que diminuem o fluxo de sangue no coração, causando dores no peito ou desconfortos.

Além disso, os pesquisadores observaram que, caso cada integrante aumentasse a ingestão diária de açúcar livre em 5%, o equivalente a uma barra de chocolate a mais por dia, o risco de sofrer um AVC aumentaria em 10%, enquanto a chance de ter doença isquêmica do coração crescia 6%.

O professor Tim Key, coautor do estudo, explica que essas descobertas sugerem que o açúcar livre, em geral, está associado a um risco elevado de doenças cardiovasculares, como derrames. Ele sugere ainda que, quem gosta de doce, tente optar por outras fontes de energia, como frutas, por exemplo.

Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal: https://t.me/metropolesurgente.

Compartilhar notícia