Câncer de fígado: geneticista alerta para sintomas
Geneticista explica sinais do câncer de fígado que merecem atenção e quando procurar avaliação médica para diagnóstico precoce
atualizado
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O câncer de fígado costuma ser silencioso nas fases iniciais, o que pode dificultar o diagnóstico precoce. Por isso, médicos alertam para sintomas que, mesmo sendo inespecíficos, devem ser investigados quando persistentes.
A geneticista Vitória Pelegrino do Val, da Dasa Genômica, alerta que muitos pacientes não apresentam sinais claros no começo da doença.
“Nas fases iniciais, o câncer hepático pode não causar sintomas. Quando aparecem, geralmente são inespecíficos, como leve desconforto abdominal, sensação de inchaço, cansaço e náuseas”, explica.
Esses sinais podem ser confundidos com problemas digestivos ou outras condições comuns, o que reforça a importância da avaliação médica quando eles se tornam frequentes.
Por que o câncer de fígado costuma ser silencioso
De acordo com o hepatologista Silvio Martins, do Hospital São Lucas Copacabana, o fígado possui grande capacidade de adaptação, o que faz com que alterações iniciais passem despercebidas.
“Mesmo quando já existe alguma alteração, o fígado consegue continuar funcionando. Por isso, muitos casos são diagnosticados apenas em fases mais avançadas ou durante exames de rotina”, afirma.
Esse cenário é mais comum em pessoas que já têm doenças hepáticas crônicas, como cirrose ou hepatites virais.
Dor abdominal pode ser um sinal?
A dor abdominal, especialmente no lado direito, pode estar relacionada a problemas no fígado, já que o órgão está localizado nessa região.
A gastroenterologista Vanessa Prado, do Hospital Nove de Julho, explica que esse tipo de dor deve ser observado com atenção.
“Quando o desconforto aparece na parte superior direita do abdômen, abaixo das costelas, e persiste por algum tempo, pode indicar um problema hepático e merece investigação”, destaca.
No entanto, Vanessa ressalta que nem toda dor nessa região significa câncer. O sintoma também pode estar relacionado a problemas digestivos ou doenças da vesícula biliar.
Outros sintomas que podem indicar câncer de fígado
Além da dor abdominal, alguns sinais podem indicar alterações no fígado e também devem ser avaliados por um médico. São eles:
- Perda de peso sem causa aparente;
- Falta de apetite;
- Náuseas e vômitos frequentes;
- Sensação de estufamento ou má digestão;
- Cansaço persistente;
- Boca amarga;
- Desconforto abdominal constante.
Segundo os especialistas, esses sintomas costumam aparecer quando o câncer de fígado já está em evolução.
Icterícia é um sinal de alerta importante
Um dos sinais que mais chamam atenção é a icterícia, caracterizada pela coloração amarelada da pele e dos olhos.
Além do amarelamento da pele, o quadro pode estar acompanhado de outra característica, como urina escura e fezes claras.
“A icterícia indica que o fígado não está funcionando adequadamente ou que existe obstrução das vias biliares, o que sempre precisa ser investigado”, explica Pelegrino.
Sintomas que podem indicar estágio avançado
Quando o câncer de fígado está em estágio mais avançado, os sintomas costumam se tornar mais evidentes.
Entre eles estão:
- Dor abdominal intensa e persistente;
- Aumento do volume abdominal devido ao acúmulo de líquido (ascite);
- Perda de peso significativa;
- Fraqueza acentuada;
- Náuseas frequentes;
- Presença de massa palpável no abdômen.
Nessas situações, o comprometimento da função hepática pode provocar um impacto maior no organismo.
Quando procurar avaliação médica
A orientação é procurar atendimento sempre que sintomas persistentes aparecerem, especialmente dor abdominal, perda de peso sem explicação ou icterícia.
O diagnóstico do câncer de fígado geralmente envolve exames de sangue para avaliar a função hepática e marcadores tumorais, além de exames de imagem como ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. Em alguns casos, pode ser necessária biópsia.
Segundo os especialistas, pessoas com maior risco, como pacientes com cirrose, hepatite B ou C e gordura no fígado, devem fazer acompanhamento regular com exames periódicos.
O diagnóstico precoce é o principal fator que aumenta as chances de tratamento eficaz.
