4ª onda de Covid: relembre como evitar a infecção pelo coronavírus

Mesmo pessoas com sintomas leves podem transmitir a doença e impulsionar a circulação do coronavírus. Apostar na vacina é a principal dica

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

ADA YOKOTA/GETTY IMAGES
Ilustração de várias pessoas usando máscara contra Covid
1 de 1 Ilustração de várias pessoas usando máscara contra Covid - Foto: ADA YOKOTA/GETTY IMAGES

O aumento de casos de Covid-19 registrado nas últimas semanas levou o Brasil à quarta onda da doença em dois anos de pandemia. Com o coronavírus em maior circulação outra vez, alguns cuidados para evitar a infecção voltaram a ser recomendados por médicos para evitar a ocorrência de casos graves, mortes e sequelas da Covid longa. É importante lembrar que a reinfecção é possível e, mesmo com a vacina, todas as pessoas podem transmitir o vírus.

Na avaliação da infectologista Ana Helena Germoglio, as principais mudanças entre a atual onda e as anteriores estão nas características do vírus, que se tornou menos letal e mais transmissível, e na resposta imunológica dos pacientes.

“A maior parte das pessoas já tem alguma imunidade contra o coronavírus graças às vacinas ou por já ter tido algum quadro infeccioso anteriormente”, explica a médica.
4ª onda de Covid: relembre como evitar a infecção pelo coronavírus - destaque galeria
9 imagens
A decisão, implementada pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios, contempla todas as pessoas acima de 18 anos, independentemente de grupo etário ou profissão
Alguns estados, no entanto, reduziram ainda mais o intervalo de uma dose da vacina contra a Covid-19 para outra, como é o caso de São Paulo
Quem tomou a vacina da Janssen, inicialmente de dose única, deverá tomar a segunda dose com dois meses de intervalo. Cinco meses depois, o indivíduo poderá tomar o reforço
Mulheres que tomaram a Janssen e, no momento atual, estão gestantes ou puérperas deverão utilizar como dose de reforço o imunizante da Pfizer
A decisão de ampliar a oferta da dose de reforço foi tomada com base em estudos da Fundação Oswaldo Cruz  (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford
O Ministério da Saúde anunciou a redução do intervalo de tempo para aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19. O reforço agora pode ser tomado quatro meses após a segunda dose
1 de 9

O Ministério da Saúde anunciou a redução do intervalo de tempo para aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19. O reforço agora pode ser tomado quatro meses após a segunda dose

Rafaela Felicciano/Metrópoles
A decisão, implementada pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios, contempla todas as pessoas acima de 18 anos, independentemente de grupo etário ou profissão
2 de 9

A decisão, implementada pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios, contempla todas as pessoas acima de 18 anos, independentemente de grupo etário ou profissão

Aline Massuca/ Metropoles
Alguns estados, no entanto, reduziram ainda mais o intervalo de uma dose da vacina contra a Covid-19 para outra, como é o caso de São Paulo
3 de 9

Alguns estados, no entanto, reduziram ainda mais o intervalo de uma dose da vacina contra a Covid-19 para outra, como é o caso de São Paulo

Fábio Vieira/Metrópoles
Quem tomou a vacina da Janssen, inicialmente de dose única, deverá tomar a segunda dose com dois meses de intervalo. Cinco meses depois, o indivíduo poderá tomar o reforço
4 de 9

Quem tomou a vacina da Janssen, inicialmente de dose única, deverá tomar a segunda dose com dois meses de intervalo. Cinco meses depois, o indivíduo poderá tomar o reforço

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Mulheres que tomaram a Janssen e, no momento atual, estão gestantes ou puérperas deverão utilizar como dose de reforço o imunizante da Pfizer
5 de 9

Mulheres que tomaram a Janssen e, no momento atual, estão gestantes ou puérperas deverão utilizar como dose de reforço o imunizante da Pfizer

Gustavo Alcantara / Metropoles
A decisão de ampliar a oferta da dose de reforço foi tomada com base em estudos da Fundação Oswaldo Cruz  (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford
6 de 9

A decisão de ampliar a oferta da dose de reforço foi tomada com base em estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade de Oxford

Igo Estrela/Metrópoles
As pesquisas informaram a necessidade de uma dose de reforço após as primeiras vacinações contra a Covid-19, incluindo para quem tomou a Janssen
7 de 9

As pesquisas informaram a necessidade de uma dose de reforço após as primeiras vacinações contra a Covid-19, incluindo para quem tomou a Janssen

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Devido à variante Ômicron, órgãos de Saúde de diversos países alertam sobre importância da aplicação de doses de reforço para conter a propagação do vírus e o surgimento de novas cepas
8 de 9

Devido à variante Ômicron, órgãos de Saúde de diversos países alertam sobre importância da aplicação de doses de reforço para conter a propagação do vírus e o surgimento de novas cepas

Andriy Onufriyenko/ Getty Images
Agora, o Ministério da Saúde planeja concluir, até maio de 2022, a aplicação da dose de reforço para o público-alvo em todo o país
9 de 9

Agora, o Ministério da Saúde planeja concluir, até maio de 2022, a aplicação da dose de reforço para o público-alvo em todo o país

Rafaela Felicciano/Metrópoles

Vacinação

A combinação da vacinação completa – com as três doses do curso primário e o reforço – e o uso adequado da máscara ainda é a maior aliada na prevenção da Covid-19, especialmente para os pacientes imunossuprimidos, que correm maior risco com a infecção do coronavírus por ter uma baixa nas defesas naturais do corpo.

“Sabemos que a a imunidade começa a cair cerca de quatro meses após a imunização. Por isso, o ideal é tomar todas as doses de reforço disponíveis”, afirma Ana Helena.

Máscara

Voltar a usar a máscara pode ser especialmente difícil para quem se readaptou ao mundo sem elas nos últimos meses. Ainda assim, os itens são uma da principais maneiras de se defender contra a infecção. Os modelos mais indicados são a PFF2/N95, que ajusta atrás da cabeça, e a máscara cirúrgica — mas, na falta de melhores opções, os especialistas apontam que qualquer máscara é melhor que nenhuma, e a de pano também oferece alguma proteção.

De acordo com a infectologista, ao avaliar o ambiente para decidir se é preciso usar ou não o item de proteção, mais importante do que observar se ele é aberto ou fechado é avaliar o risco de acordo com o número de pessoas presentes.

“Estar em um ambiente aberto, mas com muitas pessoas ao seu redor, também gera um risco grande de transmissão”, pondera.

Junto a isso, Ana Helena lembra que a população deve avaliar o risco individual de evoluir para a forma grave da Covid-19, levando em consideração fatores de risco como idade, comorbidades e não ter completado o ciclo completo de vacinação.

Testagem

Ao sentir os primeiros sintomas – como tosse, coriza, febre e dor de garganta – é recomendado que todas as pessoas façam o teste de antígeno ou PCR para evitar a propagação do vírus. Os autotestes, que são baseados em antígenos, podem ser adquiridos em farmácias e feitos em casa. Os resultados saem em poucos minutos.

Nos casos em que o exame é negativo, mas os sintomas persistem, o teste deve ser repetido em 24 horas.

É importante fazer o exame principalmente para dar início ao isolamento. Sem o diagnóstico, o paciente continua saindo de casa e pode infectar outras pessoas.

“Mesmo com sintomas leves, quanto mais gente infectada persistir circulando e transmitindo a doença, mais se perpetua esse ciclo de transmissão viral”, afirma a infectologista.

O isolamento social de sete dias após o início dos sintomas para casos leves e moderados, quando não se tem febre, continua sendo indicado para evitar o ciclo de transmissão viral. Caso o paciente continue testando positivo no décimo dia, deve esperar mais três dias e repetir o exame.

Ana Helena acredita que, no futuro, quando uma grande parte da população estiver completamente vacinada, o isolamento pode não ser mais necessário.

Veja como fazer o teste em casa:

Receba notícias do Metrópoles no seu Telegram e fique por dentro de tudo! Basta acessar o canal: https://t.me/metropolesurgente.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSaúde

Você quer ficar por dentro das notícias de saúde mais importantes e receber notificações em tempo real?