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Vorcaro e Zettel participam de audiência de custódia e vão para CDP

O banqueiro Daniel Vorcaro e o cunhado dele, o pastor Fabiano Zettel, foram alvo da 3ª fase da Operação Compliance Zero nesta quarta (4/3)

atualizado

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Fraga Alves/Especial Metrópoles
O pastor Fabiano Zettel chega à PF em SP - Metrópoles
1 de 1 O pastor Fabiano Zettel chega à PF em SP - Metrópoles - Foto: Fraga Alves/Especial Metrópoles

O banqueiro Daniel Vorcaro, dono do banco Master, e o cunhado dele, o pastor Fabiano Zettel, presos na manhã desta quarta-feira (4/3) na terceira fase da Operação Compliance Zero, deixaram a Superintendência da Polícia Federal (PF) em São Paulo, na zona oeste da capital paulista, por volta de 13h30, e foram levados até o Tribunal de Justiça Federal para audiência de custódia. Em seguida, seriam levados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Guarulhos, na região metropolitana.

Para dispersar a imprensa, eles deixaram a PF em uma viatura descaracterizada.

As prisões foram pedidas pela PF e autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), atual relator do caso após a investigação apontar proximidade de Dias Toffoli com os acusados.

Após a audiência de custódia, os acusados devem ser transferidos para o sistema penitenciário, também a pedido da PF. A corporação informou ao STF não ter estrutura para manter os custodiados nas dependências da Superintendência pelo prazo que determina a prisão preventiva. Ainda não foram divulgadas as penitenciárias destinos de Vorcaro e Zettel.

Fraudes bilionárias

A Operação Compliance Zero apura supostas irregularidades na gestão do banco Master, em um esquema que teria provocado um rombo de quase R$ 40 bilhões no mercado financeiro.

O esquema envolvia a emissão e a comercialização de títulos de crédito sem lastro, conhecidos como “ativos podres”, utilizados para inflar artificialmente o patrimônio da instituição e ocultar fragilidades financeiras. Na avaliação da corporação, a prática elevou o risco sistêmico no mercado e contribuiu para o colapso do banco.

Segundo os investigadores, parte do impacto estaria sendo absorvida pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), responsável por assegurar depósitos e aplicações de clientes do sistema bancário.

Nesta 3ª fase da operação, Vorcaro é investigado pelos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de sistemas da PF e até de órganismos internacionais, como FBI e Interpol. A defesa dele nega as acusações e diz que o banqueiro não tentou obstruir as investigações.

Vorcaro já tinha sido preso, em novembro de 2025, por causa da suposta fraude envolvendo a compra do Banco Master pelo BRB, o banco estatal de Brasília. Ele ficou 11 dias detido em São Paulo e foi solto mediante uso de tornozeleira eletrênico e outras medidas restritivas.

Segundo a PF, mesmo depois da primeira prisão, Vorcaro ocultou R$ 2,2 bilhões de credores e vítimas do Banco Master em uma conta no nome do pai dele aberta na gestora de investimentos Reag, suspeita de lavar dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). O Master e a Reag foram liquidados pelo Banco Central no fim do ano passado.

A PF também afirma, como base em mensagens trocadas por Vorcaro com os outros suspeitos, que o banqueiro fazia ameaças a quem considerava adversário. Em uma delas, o dono do Master planeja “dar um pau” e “quebrar os dentes” do jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, por meio de um assalto forjado.

4 alvos de prisão

Além de Vorcaro e Zettel, outros dois acusados de participar do esquema foram alvos de mandados de prisão, cumpridos nesta quarta. Veja o papel de cada um no grupo:

Daniel Vorcaro, apontado como líder de uma organização criminosa que atuava de forma estruturada, cooptando servidores de alto escalão e tentando influenciar a opinião pública para enfraquecer o Estado;

Fabiano Zettel, apontado como operador financeiro do grupo;

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, descrito como responsável por coordenar as atividades do grupo; e

Marilson Roseno da Silva, policial federal aposentado apontado como integrante relevante da estrutura paralela de monitoramento.

A PF cumpre ainda 15 mandados de busca e apreensão em São Paulo e em Minas Gerais. A a Justiça determinou ainda o bloqueio de até R$ 22 bilhões em bens e ativos ligados aos investigados e o afastamento de pessoas de funções consideradas estratégicas para o funcionamento do suposto esquema.

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