
Manoela AlcântaraColunas

Vorcaro será transferido da PF para CDP com vaga disponível em SP
Definição do presídio dependerá da disponibilidade de vagas no sistema penitenciário de SP. Transferência para Brasília é considerada remota
atualizado
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O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, será transferido para um Centro de Detenção Provisória (CDP) com vaga disponível no sistema penitenciário estadual após a conclusão dos trâmites de custódia na Polícia Federal (PF).
Vorcaro foi preso preventivamente nesta quarta-feira (4/3) por decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que também autorizou a transferência dele e dos demais presos para unidades do sistema prisional.
O empresário, quando foi preso na primeira fase da operação Compliance Zero, em novembro do ano passado, ficou no CDP 2 de Guarulhos. Desta vez, porém, não há indicativo de que ele será encaminhado para a mesma unidade.
Fontes da PF afirmam que a definição da unidade será feita em conjunto com autoridades do sistema penitenciário de São Paulo, após a verificação de CDPs com vagas disponíveis.
Investigadores avaliam que uma eventual transferência do banqueiro para a capital federal é improvável neste primeiro momento, já que Mendonça não condicionou a custódia a essa possibilidade.
Vorcaro passará por audiência de custódia, que deverá apenas verificar se os procedimentos da PF foram cumpridos corretamente. O banqueiro também foi alvo de mandado de busca e apreensão e está na Superintendência da PF em São Paulo.
Operação
Mendonça determinou que, além de Vorcaro, o cunhado do banqueiro, Fabiano Zettel, também seja encaminhado ao presídio após a conclusão dos procedimentos formais da prisão, já que ele foi detido na capital paulista.
“Defiro o pedido formulado pela Polícia Federal para autorizar que, após a conclusão dos atos cartorários relativos ao cumprimento das prisões, os custodiados sejam, como ordinariamente se tem feito, conduzidos ao sistema penitenciário estadual, onde permanecerão à disposição deste Supremo Tribunal Federal, cabendo ao respectivo sistema prisional prover a estrutura necessária à custódia e às escoltas para audiências (presenciais ou por videoconferência), atendimentos médicos e demais deslocamentos necessários”, escreveu o ministro.
Além dos dois, a PF prendeu Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e Marilson Roseno da Silva, em Minas Gerais.
A terceira fase da Operação Compliance Zero tem como objetivo investigar a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.
Foram determinadas, ainda, ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões, com o objetivo de interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.
