Vila de casas em Pinheiros é ameaçada por obras de nova linha do metrô

A vila de casas faz parte da área de mais de 350 m² tornada de utilidade pública para desapropriação para obras da linha 20-Rosa do metrô

atualizado

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A vila de casas faz parte da área de mais de 350 m² tornada de utilidade pública para desapropriação para obras da linha 20-Rosa do metrô - Metrópoles
1 de 1 A vila de casas faz parte da área de mais de 350 m² tornada de utilidade pública para desapropriação para obras da linha 20-Rosa do metrô - Metrópoles - Foto: Arquivo pessoal

Os moradores de uma vila de casas em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo, estão com medo de terem seus imóveis desapropriados para as obras da futura linha 20-Rosa, do metrô.

A vila, localizada na rua Doutor Virgílio de Carvalho Pinto, é o lar do advogado Gabriel Meller desde janeiro de 1981. Como os outros residentes do local, Gabriel ainda não foi notificado oficialmente pelo metrô sobre a desapropriação ou sobre prazos para o início das obras.

Eles descobriram que a vila estava ameaçada por meio de um escritório de advocacia, que procurou alguns dos moradores para oferecer serviços para negociar o valor da indenização. Após esse contato, os residentes foram conferir as informações e descobriram a publicação de um decreto que declarava a região como área de interesse público para fins de desapropriação.

A resolução, datada de 20 de março deste ano, declarou 680 imóveis entre a Avenida Santa Marina, na Lapa, e a Avenida Abraão de Morais, no Cursino, como “de utilidade pública, a fim de ser desapropriado, ocupado temporariamente, ou para instituição de servidão pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, por via amigável ou judicial” (leia mais abaixo).

Das 12 casas em risco de desapropriação, nenhum morador tem interesse em vender o imóvel.

Gabriel usa o metrô diariamente e revelou ao Metrópoles que acredita que vale a pena a construção de novas estações, porém, ele preza pela proteção de vilas e casas na região.

“A nossa questão é a proteção das vilas e casas em uma cidade já sufocada por um intenso processo de verticalização, bem como a preservação do estilo de vida que essas moradias proporcionam à comunidade”, explicou.

Vila de casas em área ameaçada de desapropriação

O governo do estado de São Paulo declarou como bem de utilidade pública uma área de mais de 350 m² onde haverá a desapropriação de imóveis para a instalação da linha 20-Rosa do metrô.

A medida, assinada pela Secretaria de Parcerias e Investimentos (SPI), foi publicada na edição do Diário Oficial do dia 25 de março. Ela dá início a desapropriação dos imóveis que ficam entre as avenidas Santa Mariana, no bairro da Lapa, e a Abraão e Morais, em Cursino.

São imóveis de diversos proprietários que terão benfeitorias demolidas para as obras e implantação das estações e Pátio Norte da Linha 20-Rosa. O texto pede caráter de urgência para as desapropriações.

O Metrópoles procurou o metrô para um posicionamento sobre a desapropriação da vila de casas em Pinheiros, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.

Linha 20-Rosa

A linha do metrô 20-Rosa teve projeto autorizado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em janeiro deste ano.

A nova linha terá 33 km de extensão e vai conectar a zona oeste de São Paulo com os municípios de Santo André e São Bernardo do Campo. A expectativa é que mais de 1,3 milhão de passageiros sejam beneficiados diariamente com o novo trecho.


Estações previstas:

  • São Paulo: Santa Marina, Lapa, Vila Romana, Cerro Corá, Girassol, Teodoro Sampaio, Fradique Coutinho, Tabapuã, Jesuíno Cardoso, Hélio Pellegrino, Moema, Rubem Berta, Indianópolis, Saúde, Abraão de Morais, Cursino, Arlindo Vieira e Livieiro;
  • São Bernardo do Campo: Taboão-Paulicéia, Rudge Ramos e Afonsina;
  • Santo André: Príncipe de Gales, Portugal e Santo André.

O Consórcio MNEPI Linha 20 terá um prazo de 20 meses para concluir estudos detalhados, que definirão com precisão os aspectos técnicos do projeto. Essas análises servirão de base para etapas essenciais, como a elaboração do cronograma, a contratação das obras e a definição do modelo econômico para a implantação da Linha 20-Rosa. O investimento previsto é de R$ 137,8 milhões.

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