Vereador acusado de exploração sexual de menores se defende: “Armação”. Vídeo

Diego Vieira, vereador em Praia Grande, no litoral de São Paulo, é acusado de oferecer dinheiro a adolescentes em troca de favores sexuais

atualizado

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1 de 1 diego-vieira - Foto: Reprodução/Whatsapp

Acusado de oferecer dinheiro a adolescentes em troca de favores sexuais, o vereador Diego Vieira (PRD), de Praia Grande, no litoral de São Paulo, nega os crimes e diz que é vítima de uma “armação política rasteira”.

Vieira, de 31 anos, é alvo de uma investigação da Polícia Civil e uma denúncia ao Ministério Público paulista (MPSP) sobre possíveis práticas de exploração sexual de menores.

“Eu sou inocente e nós vamos provar isso. Estou sendo vítima de uma armação política rasteira. Tentaram tirar o meu mandato recentemente na Justiça Eleitoral e nós vencemos. Agora, querem acabar com a minha imagem”, disse Vieira em vídeo compartilhado pelo WhatsApp.

Acusações

Os pais de dois adolescentes, de 15 e 16 anos, registraram boletins de ocorrência afirmando que o parlamentar tentou convencê-los a ter relações sexuais com ele.

A advogada das vítimas Mayra Solani acredita, porém, que outros garotos tenham sido abordados pelo vereador.

“Estamos tentando ir em contato com as outras vítimas”, disse Mayra. “É importante que os pais de adolescentes que desconfiem que tiveram algum tipo de contato com o vereador conversem com seus filhos”, acrescentou.

Como era a abordagem

Conhecido como “tio da creche”, Diego trabalhou por mais de oito anos em uma escola de educação infantil e, segundo relatos, é carismático, engraçado e sedutor com os jovens.

Ele teria oferecido ingressos para shows e presentes que interessavam os garotos, como chuteiras de futebol a praticantes do esporte. As conversas com teor sexual ocorriam nas redes sociais e, frequentemente, com a oferta de dinheiro – há relatos de ofertas de R$ 50 e  de R$ 200.

O parlamentar mandava as mensagens na rede social Instagram no modo “visualização única”. Os jovens tiveram que gravar um vídeo da tela para obter as provas de que estavam sendo assediados.

Em uma conversa, o vereador fala que queria fazer “sexo”, depois envia cifrões, e diz que “só a mamada tava bom”. Para a defesa das vítimas, a conversa indica que o parlamentar pagaria por sexo oral.

Em um dos casos, diz a advogada, o vereador enviou uma foto do pênis para convencer o adolescente de também mandar uma imagem do órgão.

Há suspeita de que o vereador tenha frequentado um show do grupo Sorriso Maroto com adolescentes.

Andamento das investigações

A Policia Civil investiga o caso e o celular das duas vítimas que registraram boletim de ocorrência estão sendo periciados. Em paralelo, há uma denúncia no Ministério Público de São Paulo (MPSP).

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