Vereador é alvo de operação por suspeitas de fraude em licitação

O vereador de Campinas Vini Oliveira teria sido flagrado em uma empresa de transporte um mês depois do leilão de concessão do transporte

atualizado

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Imagem colorida de vereador Vini Oliveira. Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de vereador Vini Oliveira. Metrópoles - Foto: Reprodução/ Redes Sociais

O vereador Vini Oliveira (Cidadania), de Campinas, no interior de São Paulo, é alvo de uma operação do Ministério Público (MPSP) nesta quarta-feira (3/6). A investigação começou após a divulgação de um vídeo em que o parlamentar aparece em uma empresa de ônibus um mês depois de um leilão de concessão do transporte.

A operação é realizada pelo Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e o Núcleo Especializado de Combate à Criminalidade Organizada e à Lavagem de Dinheiro (Neccold).

Ao todo, são cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, sendo 10 na região metropolitana de Campinas e um em Paulínia — são endereços ligados ao vereador, incluindo residências, escritórios e seu gabinete, além de outras empresas envolvidas no caso. Empresários também estariam entre os investigados.

Apuração na Câmara

Vereadores da Câmara Municipal de Campinas aprovaram, nessa segunda-feira (1°/6), a instauração de uma Comissão Processante (CP) para apurar “eventual prática de infrações político-administrativas cometidas pelo vereador Vini Oliveira (Cidadania)”.

O parlamentar apresentou atestado médico e não compareceu à votação, que acabou com 29 votos favoráveis a 0.

A investigação acontece após pedido da vereadora Mariana Conti (PSol). No texto, ela relata a denúncia sobre o flagrante de Vini Oliveira na empresa de transporte no início de abril.

“No documento, a vereadora aponta que Vini Oliveira teria comparecido ao local, participado de reunião com outras pessoas e deixado o ambiente portando caixa, sacola, envelopes ou malote de conteúdo não esclarecido”, diz o texto.

O presidente da comissão, Paulo Haddad (PSD), informou que vai esperar o vereador ter alta médica para notificá-lo. “Decorrido esse prazo, a CP emitirá um parecer em cinco dias, opinando pelo prosseguimento ou arquivamento da denúncia, o qual, neste caso, será submetido ao Plenário”.


Vereador internado

  • Nessa segunda-feira (1°/6), a equipe de Vini Oliveira postou uma foto do parlamentar hospitalizado, afirmando que ele havia sido encaminhado à UTI e não tinha previsão de alta.
  • Além disso, a assessoria do vereador disse que acompanha os desdobramentos da Comissão Processante.
  • “Confiamos na verdade dos fatos e aguardamos novas informações”, diz a nota.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou a operação e disse que, até o momento, foram apreendidos documentos, anotações, pen-drives, dinheiro em espécie, celulares e outros dispositivos, que serão analisados.

“A Polícia Civil instaurou um inquérito e reuniu provas que deram embasamento para a Justiça expedir os mandados. Os participantes da reunião [da qual Vini Oliveira teria participado] agora são alvo de uma investigação que busca verificar a suspeita de recebimento de valores supostamente desviados do setor público”, informou a SSP.

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