Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
São Paulo

Valdemar e Rueda pedem a empresários pressão para segurar 6x1 na CCJ

Em jantar em São Paulo, chefes do PL e do União Brasil pedem para que empresários pressionem deputados a não deixar projeto ir ao plenário

24/02/2026 11:44
Foto: Ramiro Brites/Metrópoles
Valdemar Costa Neto e Antonio Rueda, em SP.

Os presidentes do PL, Valdemar Costa Neto, e do União Brasil, Antônio Rueda, pediram a empresários de São Paulo que pressionem deputados federais para barrar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece o fim da jornada 6×1.

Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A estratégia dos chefes dos partidos é se esforçar para que o projeto seja descartado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e não vá a plenário, cientes de que dificilmente parlamentares votarão contra ao projeto em plenário, temendo perda de votos em um ano eleitoral.

“O que nós temos é que trabalhar para não deixarmos votar de jeito nenhum. Trabalhar na CCJ, pedir a pressão dos empresários para em cima dos seus deputados para a gente segurar isso para não votarmos. Porque se puserem isso em pauta, é muito difícil não passar”, disse Valdemar Costa Neto.

A fala ocorreu, na segunda-feira (23/2), em jantar com empresários em um restaurante nas imediações da Avenida Faria Lima, centro financeiro do país, na zona oeste de São Paulo, e foi endossada por Rueda. O encontro foi organizado pelo grupo Esfera Brasil.

“A presença de vocês junto às bancadas é fundamental. Eu concordo com o Valdemar em gênero, número e grau. Essa batalha, se ela for a plenário, será muito difícil. Então, a gente tem que usar inteligência, tentar ajustar isso na CCJ e ajustar nas comissões”, disse o chefe do União Brasil, partido ao qual o presidente da CCJ, Leur Lomanto Jr, é filiado.

Com pressão tem jeito”, concluiu Valdemar após a manifestação de Rueda.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SP

Os empresários argumentam que o modelo irá onerar o setor produtivo no país e que a conta será revertida em aumento de preços e desajuste inflacionário.

Já o governo, que defende a pauta, afirma que a medida melhora a qualidade de vida dos trabalhadores, aumenta a produtividade da mão de obra a longo prazo e os dois dias de folga consecutivos estariam alinhados com demandas sociais debatidas em todo o mundo em prol de suprir necessidades pessoais e familiares.

CCJ define relator do fim da 6×1

O deputado Paulo Azi (União-BA) foi escolhido como relator da PEC na CCJ. De acordo com o colunista Igor Gadelha, a decisão foi tomada em acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB).

A escolha do deputado foi defendida pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), autor do texto discutido sobre o fim da jornada semanal de seis dias de trabalho para um de descanso.