Valdemar diz que Moraes só vai tirar Bolsonaro da prisão após eleição. Vídeo
Para presidente do PL, o ex-presidente Jair Bolsonaro ficará mais 8 anos em regime fechado se Flávio Bolsonaro não vencer a eleição em 2026
atualizado
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O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, disse nesta segunda-feira (23/2), que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), só vai tirar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) do regime fechado após as eleições de outubro deste ano.
Bolsonaro está preso na Papudinha, como é conhecido o Batalhão da Polícia Militar anexo ao Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, desde 15 de janeiro deste ano. Antes disso, o ex-presidente esteve detido na Superintendência da Polícia Federal (PF) da capital federal, para onde foi levado em 22 de novembro do ano passado.
“Se nós perdermos a eleição, Bolsonaro vai ficar mais 8 anos fechado porque eu não acredito que o Alexandre [de Moraes] vai deixar ele [sair], mesmo nas condições que está, passando mal, passando dificuldade, com sarna, com aqueles problemas que ele tem de soluço, já fez oito operações por causa da facada. Eu não acredito que o ministro Alexandre vai deixar ele ir para casa agora. Minha opinião é que ele vai deixar Bolsonaro ir para casa só depois da eleição”, disse Valdemar.
A fala ocorreu em jantar promovido pelo grupo Esfera Brasil, em um restaurante na zona oeste de São Paulo. O encontro também contou com o presidente do União Brasil, Antonio Rueda.
Valdemar disse, ainda, que para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ter sucesso na eleição presidencial ele precisa que três pessoas “entrem de cabeça” na campanha: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que comanda o maior estado brasileiro; o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), importante liderança de direita no segundo maior colégio eleitoral do país, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), que tem capilaridade em todo o território nacional.
Briga entre Michelle e Flávio
Recentemente, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que vive há um ano nos Estados Unidos, foi às redes sociais reclamar que a esposa do pai não estava se empenhando na pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Valdemar disse que a situação está se disspiando. Segundo ele, antes da pré-candidatura de Flávio, Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro eram os únicos candidatos que o PL via como capazes de fazer frente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“É um fenômeno ela [Michelle]. Ela se destacou. Acontece que ela está sofrendo um problema muito sério, ela tem que levar o almoço, a comida do Bolsonaro todo dia e ela não foi consultada sobre essa decisão do Bolsonaro com o Flávio. E está se ajustando. Ela já deu uma declaração melhor hoje. E eu tenho certeza que quando nós começarmos a conversar sobre a campanha em Brasília, o Flávio conversando com ela, nós conversando com ela, ela vai entrar na campanha para valer”, afirmou Valdemar.
