“Valdemar não tem que ter opinião, tem que ter uma cela”, diz Renan
Fundador do MBL, Renan Santos, diz que Lula e Flávio seriam candidatos de centro e que representariam “velharia” e “mesmo sistema corrupto”
atualizado
Compartilhar notícia

O pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), afirmou que o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, “tem que ter uma cela” em vez de “ter uma opinião”.
As críticas foram feitas enquanto o fundador do Movimento Brasil Livre (MBL) argumentava que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), hoje adversários de Santos na dipsuta, fariam parte do “mesmo sistema corrupto”.
“Os dois, em última instância, a gente pode colocar aqui, estão envolvidos diretamente ou indiretamente tanto no escândalo do INSS quanto no escândalo do Banco Master. A gente começa a perceber que eles são parte de um arranjo político brasileiro que é meio que fracassado, que não consegue pensar nada e não tem mais imaginação num Brasil diferente. No fundo, meu inimigo nessas eleições é a falta de imaginação do brasileiro”, afirmou Renan durante trecho de entrevista postada em suas redes sociais.
Ver essa foto no Instagram
Para o pré-candidato, não haverá terceira via nesta eleição, uma vez que Flávio e Lula seriam candidaturas de centro, enquanto ele seria de direita.
“Os outros dois, o Zema e o Caiado, ficam no banco de reservas do Flávio. Eles tinham que estar do lado certo. O lado certo da história nossa é romper com essa velharia, com esse Flávio, com esse Valdemar. (Não) ficar levando a sério a opinião do Valdemar, o Valdemar não tem que ter uma opinião, o Valdemar tem que ter uma cela, esse cara não dá“, disse Renan.
Na última pesquisa Quaest, divulgada na quarta-feira (15/4), o líder do MBL aparece com 2% das intenções de voto, ao lado do escritor Augusto Cury (Avante), que anunciou recentemente a intenção de concorrer. No levantamento, Lula tem 37%, seguido de Flávio (32%), Ronaldo Caiado (6%) e Romeu Zema (3%).
Nas eleições municipais de 2024, Renan e Valdemar entraram em atrito após o dirigente do PL ter apoiado a candidatura de Lucas Sanches, ex-membro do MBL, para a prefeitura de Guarulhos (SP).
Em 2013, Valdemar foi preso após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 7 anos e 10 meses de prisão, além de multa, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no escândalo do Mensalão. Ficou encarcerado por 15 meses até cumprir total da pena em regime domiciliar.

