Uruguaio morto por PM em SP já teve prisão decretada por Moraes

Baleado por um policial durante o Réveillon, no Guarujá, o turista era considerado fugitivo no país vizinho após condenação por estelionato

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Uruguaio Carlos Adrian Manccini Piriz, de 36 anos, morto acidentalmente por PM na praia de Enseada, no Guarujá, no litoral de São Paulo, durante o Réveillon - Metrópoles
1 de 1 Uruguaio Carlos Adrian Manccini Piriz, de 36 anos, morto acidentalmente por PM na praia de Enseada, no Guarujá, no litoral de São Paulo, durante o Réveillon - Metrópoles - Foto: Redes sociais/Reprodução

O turista uruguaio morto acidentalmente por um policial militar (PM) à paisana, que reagiu a um assalto, na Praia da Enseada, no Guarujá, litoral de São Paulo, durante o Réveillon, já teve prisão preventiva decretada anteriormente pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. A decisão é de setembro de 2023 por crimes cometidos no país de origem.

Carlos Adrian Mancini Piriz, de 36 anos, era procurado no Uruguai para cumprimento de pena pela prática de reiterados crimes de fraude (estelionato). Segundo as autoridades locais, ele teria aplicado 35 golpes entre 2020 e 2023.

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População após morte de uruguaio em praia do Guarujá
Praia da Enseada, no Guarujá, onde turista uruguaio foi morto acidentalmente por PM
Carlos Adrian era procurado por estelionato no Uruguai e teve um pedido de extradição e prisão decretado pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes
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Carlos Adrian era procurado por estelionato no Uruguai e teve um pedido de extradição e prisão decretado pelo ministro do STF, Alexandre de Moraes

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Praia da Enseada, no Guarujá, onde turista uruguaio foi morto acidentalmente por PM
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Praia da Enseada, no Guarujá, onde turista uruguaio foi morto acidentalmente por PM

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O esquema consistia em negociar a venda de acessórios para viaturas, suplementos alimentares e sapatos por meio de redes sociais, e nunca entregar os produtos. De acordo com os autos, Carlos Adrian teria faturado aproximadamente 321.470 pesos uruguaios, o equivalente a pouco menos de R$ 45 mil na cotação atual.

A Justiça uruguaia determinou a prisão dele, para cumprir uma pena de no máximo quatro anos, em novembro de 2022. Ele foi incluído na Difusão Vermelha da Interpol exatamente um mês depois, em dezembro daquele ano.

A Polícia Federal (PF) localizou Carlos no Brasil, provavelmente no Rio Grande do Sul, segundo a decisão, e notificou as autoridades.

Em resposta, o governo do Uruguai garantiu que o pedido formal de extradição seria apresentado assim que a prisão fosse efetivada em solo brasileiro, seguindo as leis e tratados aplicáveis, o que motivou a decisão de Moraes.

Turista uruguaio morto acidentalmente

Na virada de ano, Carlos estava celebrando o Réveillon na areia da Praia da Enseada, no Guarujá, quando foi baleado durante uma troca de tiros entre um policial e um grupo de suspeitos de roubo.

O PM contou no boletim de ocorrência que estava na festa quando vários indivíduos se aproximaram dele e de familiares, quando um dos suspeitos ameaçou sacar uma arma debaixo da camisa.

Ao perceber a situação, o policial interveio e iniciou uma troca de tiros. No tiroteio, o turista foi atingido. Ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Santo Amaro, onde ficou internado. Horas depois, teve a morte confirmada.

Os suspeitos envolvidos na troca de tiros com o policial conseguiram fugir. A arma do PM de folga, uma pistola calibre .40, foi apreendida pela investigação e passará por perícia.

O caso foi registrado como roubo e homicídio doloso pela Delegacia de Polícia de Guarujá. Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), as investigações continuam para identificar os suspeitos envolvidos na tentativa de roubo e na troca de tiros.

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