Caso Ultrafarma: empresário elo do esquema vai para prisão domiciliar

Celso Eder Gonzaga de Araújo, considerado elo do esquema que prendeu o dono da Ultrafarma, vai para prisão domiciliar após habeas corpus

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O empresário e lobista Celso Eder Gonzaga de Araújo, apontado como elo do esquema que resultou na prisão do dono da Ultrafarma sairá do “presídio dos famosos”, a Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, e irá para a prisão domiciliar.

A transferência ocorre após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) conceder parcialmente um habeas corpus impetrado pela defesa em decisão dessa segunda-feira (16/3).

Araújo é um dos investigados na Operação Ícaro, que mira um esquema de corrupção envolvendo Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, Mario Otávio Gomes, executivo da Fast Shop, e auditores fiscais tributários do Departamento de Fiscalização da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz).

Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o esquema realizava fraudes em créditos tributários que teriam arrecadado cerca de R$ 1 bilhão em propinas desde 2021.

A ação, deflagrada em 12 de agosto do ano passado, prendeu seis pessoas e apreendeu R$ 2 milhões em dinheiro e bens, além de relógios de luxo e esmeraldas. Sidney, dono da Ultrafarma, foi preso no primeiro dia de operação e solto três dias depois. Em 29 de agosto, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) revogou todas as medidas cautelares contra o empresário.

Dinheiro e pedras preciosas

Celso Eder Gonzaga de Araújo é suspeito de atuar na lavagem de dinheiro do esquema. Ele é considerado sócio e parceiro do auditor fiscal Artur Gomes da Silva Neto, que recebeu R$ 1 bilhão em propina para operar a estrutura criminosa dentro da Sefaz, segundo a promotoria.

Araújo foi preso no dia em que a operação foi deflagrada na casa onde morava em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo. Na residência, os investigadores localizaram pacotes de esmeralda, R$ 47 milhões em rubis, R$ 1,2 milhão em cédulas, R$ 200 mil em criptomoedas, US$ 10.700, relógios avaliados em R$ 8 milhões, e mais 1.590 euros.

De acordo com declaração de bens anexada à investigação, isso é um pequeno valor diante da fortuna registrada por Celso Araújo, no valor de R$ 180 milhões. Nesse montante, constam sacos lacrados com 188 quilos de coridons de rubi rolado bruto.

Há uma série de pedras — como quartzo, esmeraldas e rubis — com valor estimado em R$ 2 milhões. A lista de bens de 2023 possui ainda um relógio Mont Blanc, edição limitada, em ouro maciço e com ponteiros de diamante, avaliado em R$ 700 mil; e um conjunto de gargantilha e anel de brilhante, com valor estimado em R$ 650 mil.

Além das joias e pedras preciosas, há uma fazenda na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso, com valor de R$ 17 milhões, e um prédio em Alphaville.

Elo do esquema

Celso Araújo foi o elo inicial que permitiu ao MPSP identificar a fraude fiscal. Ele foi alvo de uma outra operação do Ministério Público do Mato Grosso do Sul envolvendo um esquema de estelionato, o que levou à investigação sobre suas empresas pelo MP paulista.

Durante esse processo, a promotoria descobriu a empresa Smart Tax Consultoria, cuja sócia era Kimio Mizukami da Silva, mãe do fiscal paulista Artur Gomes da Silva Neto – uma professora aposentada, de 73 anos.

Segundo a apuração, apenas entre junho de 2022 e janeiro de 2024, Kimio e a empresa dela, a Smart Tax, transferiram para Celso e sua esposa o total de R$ 16,7 milhões. “Dentre as empresas de Celso suspeitas de serem usadas para lavagem de dinheiro, encontra-se a Dac Meio de Pagamento, da qual é sócia Kimio Mizukami da Silva, mãe do fiscal Artur”, diz a investigação.

O falso banco tem um capital astronômico de R$ 3,4 bilhões. A cifra, que impressiona em um primeiro momento, tem como lastro papéis duvidosos atribuídos a um banco que nem existe mais e um documento de cartório de uma pequena cidade no interior de Minas Gerais.

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