TSE manda derrubar vídeo de jovens que teriam sido presos com camisas do PT
Vídeo com jovens sendo presos vestindo camisetas do PT havia sido publicado por políticos do PL e policiais militares nas redes sociais

São Paulo — O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou nessa quinta-feira (22/10) a retirada do vídeo no qual jovens são presos vestindo camisas com o símbolo do Partido dos Trabalhadores (PT) em Piracicaba, no interior de São Paulo.

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Ver todasO vídeo havia sido compartilhado pelo senador eleito por São Paulo Guilherme Derrite (PL), pelo canal “Tropa do Flávio” no WhatsApp, que pertence ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), Carlos Jordy (PL), deputado federal, e o policial militar Müller Paschoal de Oliveira Ferreira, conhecido como “Cabo Müller”.
“Oficie-se, com urgência, à Meta, responsável pelo Instagram e pelo WhatsApp, e à plataforma X, para cumprimento da determinação judicial de remoção da publicação indicada, no prazo de 3 horas, devendo informar a este Juízo sobre as providências tomadas sob pena de fixação de multa e outras medidas para o efetivo cumprimento desta decisão”, dizia parte da decisão.
No momento de publicação desta reportagem as postagens já constavam como “indisponíveis”, sinalizando que haviam sido retiradas do ar.
Segundo a decisão, Derrite teria iniciado a divulgar o conteúdo, “que Flávio Bolsonaro e o Partido Liberal seriam responsáveis pela divulgação por meio do canal oficial de WhatsApp da candidatura; que Müller Paschoal de Oliveira Ferreira teria reforçado expressamente a associação dos detidos ao eleitorado petista; e que Carlos Roberto Coelho de Mattos Júnior teria realizado imputações diretas de vínculo entre o Partido dos Trabalhadores e o crime organizado”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPAlém da ordem da derrubada, o TSE determinou que os citados se abstenham de republicar ou compartilhar o conteúdo impugnado, sob pena de multa de R$ 100 mil e multou Derrite em R$ 60 mil por ter feito duas publicações sobre o tema. Os outros envolvidos foram multados em R$ 30 mil.
Ministério cobra governo de SP após foto de presos usando camisetas de Lula
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) pediu explicações ao governo de São Paulo sobre as denúncias de irregularidades na abordagem dos três jovens apareceram vestidos com camisetas de apoio ao presidente Lula (PT). A suspeita é que os jovens teriam sido obrigados por policiais a vestir as peças de roupa.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, enviou ofícios à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, à Corregedoria da Polícia Militar e à Ouvidoria das Polícias do Estado.
A pasta solicitou informações sobre a existência de procedimentos administrativos ou disciplinares após a ocorrência, as providências já adotadas e os encaminhamentos previstos pelos órgãos competentes. Também apontou para a necessidade de preservar imagens de câmeras corporais e de viaturas, gravações de chamadas ao telefone 190, registros operacionais e imagens de videomonitoramento.
O Ministério da Justiça solicitou à Corregedoria da Polícia Militar informações para avaliação de eventuais providências disciplinares e esclarecimentos sobre procedimentos instaurados e à Ouvidoria, que verifique as denúncias registradas, avalie os encaminhamentos cabíveis e acompanhe as providências relacionadas ao caso.
Ouvidoria pede afastamento de PMs acusados de forjar ação com roupa de Lula
Nesta quinta (22/10), a Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo diz que enviou um ofício à Corregedoria da Polícia Militar (PM) solicitando informações dos procedimentos adotados na ação que resultou na prisão em flagrante de dois homens e apreensão de um adolescente, todos vestidos com camisetas de apoio ao presidente Lula (PT), em Piracicaba, no interior paulista.
A Ouvidoria pede o afastamento imediato dos policiais até que as denúncias sobre o trio ter sido coagido a vestir as camisetas do petista sejam devidamente apuradas.
A mãe do menor de idade envolvido na abordagem disse, em entrevista ao Metrópoles, que o filho não usava a peça no momento da apreensão.
“Meu filho estava com uma blusa azul regata, não estava com blusa de Lula. […] Tudo molecada, tudo desandado, na vida errada, então não estão nem aí pra eleição. Ele não estava com a blusa, ele estava com outra blusa, mas não com blusa de Lula. Não porque era do Lula, não, mas porque ele não liga pra essas coisas”, disse ela.








