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São Paulo

Jatinho de frigorífico transporta coração e fígado para transplante. Vídeo

Um único doador de órgãos pode salvar até oito vidas com transplantes, incluindo coração, fígado e rins, segundo associação de transplante

27/01/2026 18:08, atualizado 27/01/2026 18:18
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Divulgação / Grupo Frigoestrela
Um único doador de órgãos pode salvar até oito vidas com transplantes, incluindo coração, fígado e rins, e beneficiar mais de 50 pessoas - Metrópoles

Um jato particular de um frigorífico transportou, nesta terça-feira (27/1), um coração de São José do Rio Preto para um hospital em Barretos, no interior de São Paulo, para a realização de um transplante que pode salvar uma vida. Além do coração, também foram doados o fígado, os rins e as córneas. Veja o vídeo:

O órgão pertencia a um homem, de 27 anos, vítima de um trauma, e foi levado por meio do Projeto Transplantar. Esta foi a terceira captação de coração realizada em janeiro pelo Hospital de Base de São José do Rio Preto.

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Um único doador de órgãos pode salvar até oito vidas com transplantes, incluindo coração, fígado e rins, e beneficiar mais de 50 pessoas
Um único doador de órgãos pode salvar até oito vidas com transplantes, incluindo coração, fígado e rins, e beneficiar mais de 50 pessoas
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Um único doador de órgãos pode salvar até oito vidas com transplantes, incluindo coração, fígado e rins, e beneficiar mais de 50 pessoas

Divulgação / Hospital Base de São José do Rio Preto
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Um único doador de órgãos pode salvar até oito vidas com transplantes, incluindo coração, fígado e rins, e beneficiar mais de 50 pessoas

Divulgação / Grupo Frigoestrela
“Sempre ficamos muito sensibilizados ao presenciar essa decisão. É a família transformando o luto em vida”, afirmou o médico nefrologista João Fernando Picollo de Oliveira, coordenador da Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Hospital de Base.

Dados da própria instituição apontam que, no último ano, 75% das famílias consultadas autorizaram a doação de órgãos, índice considerado um dos mais elevados do país. No total, a OPO do Hospital de Base captou 102 órgãos e tecidos, número, 10% superior ao registrado no ano anterior, beneficiando centenas de pacientes que aguardavam por transplantes.


Quer ser doador de órgãos? Veja como funciona

No Brasil, a doação é coordenada pelo Ministério da Saúde e realizada por equipes especializadas dos hospitais. Abaixo, entenda passo a passo como funciona o processo:

  • Após o diagnóstico de morte encefálica, a família é consultada e orientada sobre o processo de doação. Mesmo que a pessoa tenha declarado em vida que deseja doar órgãos, a decisão final é da família. Por isso, é fundamental conversar com parentes sobre o desejo de doar.
  • Uma equipe de profissionais de saúde explica o processo de doação, esclarece dúvidas e solicita o consentimento formal. Esse momento é essencial para garantir que a família compreenda a importância do gesto.
  • Após a autorização, a equipe investiga o histórico médico do doador, verificando doenças crônicas, infecções ou uso de drogas que possam comprometer os órgãos.
  • Um único doador pode beneficiar até oito pessoas com órgãos e mais de 50 com tecidos, como córneas, pele, ossos e válvulas cardíacas.

De acordo com a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), um único doador falecido pode beneficiar até oito pessoas com órgãos como coração, pulmões, fígado, pâncreas e rins. Já a doação de tecidos, entre eles córneas, pele, ossos, válvulas cardíacas, tendões, cartilagens e vasos sanguíneos, pode alcançar mais de 50 beneficiários.

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