
Título de Eleitor suspenso permitiu prisão de traficante do PCC
Ele é acusado de ser um dos principais envolvidos no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro do PCC em Piracicaba, no interior de SP

Um dos principais traficantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) foi preso durante uma operação realizada pelo Ministério Público (MPSP) e pela Polícia Militar (PM) nesta quinta-feira (1°/10), em Piracicaba, interior de São Paulo. Apesar das acusações, ele só foi preso porque estava com o titular de eleitor suspenso.
Além do envolvimento no tráfico, o homem é acusado de participar da lavagem de dinheiro da facção. Segundo a investigação do Ministério Público, há indícios de que o acusado atuava na compra e revenda de drogas e na movimentação dos recursos obtidos com a atividade ilegal.
As autoridades também apontaram que o suspeito teria contatos ligados ao fornecimento e à distribuição de entorpecentes e utilizaria conta de empresas e de laranjas para dificultar a identificação da origem do dinheiro. O homem também é acusado de usar documentos falsos para realizar operações bancárias.
Tentativa de fuga e prisão
- Segundo o histórico da ocorrência, o suspeito foi surpreendido pelos policiais e tentou fugir pelos fundos da casa, ocasião que tentou descartar um celular. O investigado não conseguiu fugir e nem se desfazer do aparelho telefônico.
- Com ele foram apreendidos três celulares, um gravador de vídeo digital, um HD e 10 cheques. Os objetos foram confiscados pelo Gaeco. O suspeito foi encaminhado à Unidade de Polícia Judiciária.
- Além do traficante do PCC, a operação cumpre cinco mandados de busca e apreensão e outro de prisão.
Operação Terminais
De acordo com o Ministério Público, a organização criminosa alvo da operação está envolvida em um esquema de tráfico interestadual de entorpecentes, lavagem de dinheiro, comércio ilegal de armas de fogo de uso restrito e falsificação de documentos.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPOs investigados atuavam em Piracicaba e região. As autoridades também realizaram diligências em Salvador, na Bahia.
Ainda de acordo com a promotoria, as investigações começaram após a extração e análise de dados telemáticos do celular de um dos alvos, que indicou a existência da estrutura criminosa voltada ao comercio de entorpecentes em larga escala e à movimentação de recursos ilícitos.
Segundo a PM, até o momento da publicação desta reportagem, os agentes foram em três endereços, resultando na prisão de um suspeito e nas apreensões de R$ 71.675 em dinheiro, R$ 36 mil em cheques, um notebook e uma máquina de cartão.
Outros três endereços seguem sendo averiguados.

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Ver todasO nome da operação faz referência à contabilidade realizada pelos investigadores para a apuração dos valores recebidos em decorrência do tráfico, assim como dos repasses para outras contas.
Não pode ser preso antes das eleições?
Da última terça-feira (29/9) até a próxima terça (6/10), eleitores não podem ser presos ou detidos, salvo em três situações previstas no Código Eleitoral.
Nesse período, a prisão é permitida em caso de flagrante delito, em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto.
O salvo-conduto é uma medida que pode ser expedida pela Justiça Eleitoral para proteger quem sofre violência ou ameaça à liberdade de votar.
Se houver uma prisão durante o período de restrição, a pessoa deve ser levada imediatamente a um juiz, que avaliará se a detenção foi legal.











