Irmão de acusado de planejar sequestro de Moro é preso por elo com PCC
Douglas Aparecido Piovesan, o Doda, foi preso durante ação da PM em um salão de cabeleireiro no Grajaú, zona sul da capital paulista

Douglas Aparecido Piovesan, de 33 anos, o Doda, foi preso durante ação da Polícia Militar (PM) em um salão de cabeleireiro, nessa terça-feira (29/9), no Grajaú, zona sul de São Paulo. Segundo a PM, a prisão decorre de um mandado de prisão preventiva. Doda é irmão de Sidney Rodrigo Aparecido Piovesan, o El Cid, preso por tramar a morte de autoridades, como o promotor da Justiça Lincoln Gakiya, e por ser um dos mentores do plano de sequestro do senador e hoje candidato ao governo do Paraná, Sergio Moro (PL), em 2023.
Doda, segundo a polícia, foi encontrado em um salão na Avenida Antônio Carlos Benjamin dos Santos. Procurado por homicídio, o acusado estava sendo monitorado pelo Serviço de Inteligência da Polícia Militar. A prisão foi realizada por equipes da Força Tática, do 27° Batalhão de Polícia Metropolitana (BPM/M).
Autoridades dizem que o foragido capturado faz parte do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Doda também é investigado por envolvimento em um roubo a caixa eletrônico, ocorrido no Ceará, na prática conhecida como “Novo Cangaço”, que consiste em ataques violentos e coordenados a instituições financeiras, principalmente em cidades de pequeno e médio porte.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPAinda segundo a polícia, o mandado de prisão preventiva contra Doda foi expedido em 2025. Em virtude do período eleitoral, os policiais consultaram o mandado e descobriram que o título de eleitor do acusado estava suspenso. Ele foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na capital.
Família PCC
Doda, preso pela PM nessa terça-feira, na zona sul da capital paulista, é irmão de El Cid, considerado uma das peças centrais do PCC no planejamento do sequestro do ex-senador Sergio Moro (PL) e de atentados contra autoridades, como o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) de Presidente Prudente, vinculado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP), e de Roberto Medina, diretor dos presídios da região oeste do estado de São Paulo.

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Ver todasEl Cid era considerado foragido da Justiça após escapar de uma penitenciária paulista em 2022. Ele foi capturado em Eusébio, Região Metropolitana de Fortaleza, próximo a um condomínio residencial de luxo. Contra o acusado, havia dois mandados de prisão pelos crimes de associação ao tráfico e homicídio.
Os irmãos, apontados pelas autoridades como integrantes do PCC, chegaram a ser investigados pelo assassinato do ex-delegado geral da Polícia Civil Ruy Fontes, ocorrido em setembro de 2025, em Praia Grande, litoral sul paulista.



