Terceirizados da Sabesp são confundidos com bandidos e relatam ameaças
Os jovens faziam as medições do uso de água da residência de uma idosa quando começaram a ser acusados por um morador. Eles sofreram ameaças
atualizado
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Três jovens foram confundidos com bandidos na tarde desse sábado (7/3), enquanto trabalhavam para a Sabesp fazendo medições de água na casa de uma idosa, na Vila Rosina em Caieiras, região metropolitana de São Paulo.
Os rapazes trabalham no Grupo TCM, empresa terceirizada que presta serviços para a Sabesp. Segundo a tia dos jovens, no dia, eles estavam em três, porque um deles — mais experiente e com um mês de empresa — estava ensinando como seria o trabalho para os outros dois, recém-contratados.
Em determinado momento, um homem começa a gravar a ação dos rapazes, os acusando de serem bandidos e de terem invadido a casa de uma senhora, inclusive realizando disparos de arma de fogo, quando na verdade, os jovens estavam fazendo a medição do gasto de água daquela residência. O morador, ainda desconfiado, pediu o crachá de identificação dos trabalhadores. Os jovens não tinham a identificação em mãos por serem recém-contratados, usando apenas o uniforme da empresa.
O supervisor do trio, que aguardava na região, foi chamado ao local para esclarecer o ocorrido, mas o morador continuou gravando a cena acusando os jovens de serem bandidos. O vídeo foi compartilhado em grupos de conversas e propagado nas redes sociais. O alcance chegou ao ponto da família dos jovens relatar ter sofrido ameaças de morte.
Um deles fez um boletim de ocorrência via uma delegacia eletrônica. No documento, o jovem relatou o ocorrido e afirmou que as acusações prejudicaram a honra e a reputação dos rapazes. Um outro jovem envolvido publicou nas próprias redes sociais, uma foto expondo o próprio registro da carteira de trabalho.
Por conta da repercussão dos vídeos e das acusações, o supervisor dos jovens gravou um vídeo para esclarecer que os três de fato são funcionários do Grupo TCM e estavam prestando serviços para a Sabesp.
No material, o responsável confessa que a empresa errou em não disponibilizar crachás provisórios para os novos funcionários, mas afirmou que os objetos já estão sendo providenciados. Além disso, o homem pede a divulgação do vídeo para que os jovens e os demais funcionários da empresa “possam voltar a trabalhar na rua de forma segura”.
Em nota enviada ao Metrópoles, a Sabesp informa que os rapazes mencionados nas fotos e vídeos são funcionários recém-contratados pela empresa terceirizada responsável pelo serviço de leitura e entrega de faturas. “No momento do registro, eles estavam em período de treinamento para a atividade”.
Segundo a empresa, a ação era acompanhada por um colaborador da empresa terceirizada mais experiente, responsável por orientar e supervisionar os novos profissionais durante o processo de capacitação.
“A companhia ressalta que todos estavam devidamente uniformizados no momento da atividade. Dessa forma, as acusações divulgadas são infundadas e não correspondem à realidade dos fatos. A Sabesp lamenta a disseminação de informações incorretas e informa que segue acompanhando o caso junto à empresa terceirizada”, finaliza a empresa.
