Vereador de São Paulo vai à Justiça contra aumento da tarifa de ônibus

Nabil Bonduki (PT) questiona reajuste de R$ 0,30 na tarifa de ônibus e critica convocação de reunião durante o recesso de fim de ano

atualizado

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Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito
Imagem colorida de linha de ônibus municipal de São Paulo. Ricardo Nunes anuncia aumento da tarifa. - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de linha de ônibus municipal de São Paulo. Ricardo Nunes anuncia aumento da tarifa. - Metrópoles - Foto: Secretaria Municipal de Mobilidade e Trânsito

O vereador Nabil Bonduki (PT) entrou com uma ação popular na Justiça de São Paulo para tentar adiar o aumento da tarifa de ônibus na capital, anunciado pela prefeitura e que entra em vigor em 6 de janeiro de 2026. A iniciativa questiona a condução do processo e pede a suspensão da reunião do Conselho Municipal de Trânsito e Transporte (CMTT), marcada para o dia 2 de janeiro, durante o recesso de fim de ano.

Para o parlamentar, a convocação do conselho em feriado de Ano-Novo compromete o debate público e a participação efetiva da sociedade civil. O vereador argumenta que, nesse período, órgãos municipais operam em regime de plantão e não há expediente formal, o que esvaziaria o papel do CMTT em uma decisão de alto impacto social.

O reajuste anunciado pela prefeitura na última segunda-feira (29/12), prevê um aumento de 6% na tarifa de ônibus municipais, elevando o valor da passagem de R$ 5 para R$ 5,30 a partir de 6 de janeiro de 2026. A medida foi confirmada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) e representa um acréscimo de 30 centavos no bolso dos usuários do transporte coletivo na capital, que atendem diariamente milhões de passageiros.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual aplicado supera a inflação acumulada do ano, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). De acordo com o IBGE, a inflação de dezembro foi estimada em 0,25%, fechando 2025 em 4,41%, ou seja, 1,6 ponto percentual abaixo do reajuste concedido à tarifa. A Prefeitura de São Paulo, por sua vez, argumenta que o aumento ficou abaixo do IPC-Fipe Transporte, que registrou alta de 6,5% nos últimos 12 meses, índice usado como referência para custos específicos do setor.

A ação do vereador o foi protocolada no Tribunal de Justiça de São Paulo na noite de 30 de dezembro de 2025, no Foro Central da Fazenda Pública, e tramita sem segredo de Justiça. Para Nabil, a forma como a reunião foi agendada indica uma tentativa de reduzir o escrutínio público sobre uma medida que afeta diretamente milhões de usuários do transporte coletivo e impacta a mobilidade urbana da cidade como um todo.

Trens e metrô também terão reajuste na virada do ano

A política de aumento das tarifas não se restringe aos ônibus municipais. O governo do estado anunciou que, a partir de 6 de janeiro de 2026, a tarifa do metrô e dos trens da região metropolitana de São Paulo passará de R$ 5,20 para R$ 5,40. O reajuste atinge milhões de usuários que dependem diariamente do sistema metroferroviário para se deslocar entre a capital e cidades da Grande São Paulo.

O reajuste de 3,85%, segundo a gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos), fica abaixo da inflação acumulada no ano, estimada em 4,41% pelo IPCA. Mesmo assim, a elevação ocorre em um contexto de alta generalizada das tarifas de transporte público, aumentando o peso dos deslocamentos no orçamento de milhões de passageiros.

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