“Recolhido”, Tarcísio visita Bolsonaro pela 1ª vez após condenação

Tarcísio de Freitas encontra Bolsonaro pela 1ª vez desde a condenação do ex-presidente no STF. Aliados enxergam desânimo sobre candidatura

atualizado

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Pablo Jacob/ Governo de São Paulo
Tarcísio de Freitas
1 de 1 Tarcísio de Freitas - Foto: Pablo Jacob/ Governo de São Paulo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), visita nesta segunda-feira (29/9) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na prisão domiciliar em Brasília. Será o primeiro encontro entre os dois desde a condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, Supremo Tribunal Federal (STF).

A ida de Tarcísio até seu padrinho político na capital federal ocorre em meio a um recolhimento do governador nas últimas duas semanas, em que passou a focar agendas e discursos em questões locais de São Paulo, recuando do perfil presidenciável que vinha apresentando desde junho deste ano.

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Tarcísio de Freitas visita Bolsonaro
Governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos), posa ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
Tarcísio de Freitas e Marcos Pereira
Valdemar da Costa Neto, Silas Malafaia e Tarcísio de Freitas conversam durante manifestação bolsonarista na Avenida Paulista
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro dos Portos e Aerportos, Silvio Costa Filho (Republicanos) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
Tarcísio de Freitas aponta risco de perda de 120 mil empregos em São Paulo devido ao tarifaço
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Tarcísio de Freitas aponta risco de perda de 120 mil empregos em São Paulo devido ao tarifaço

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Tarcísio de Freitas visita Bolsonaro
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Tarcísio de Freitas visita Bolsonaro

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Governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos), posa ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)
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Governador de SP, Tarcísio de Freitas (Republicanos), posa ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP)

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Tarcísio de Freitas e Marcos Pereira
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Tarcísio de Freitas e Marcos Pereira

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Valdemar da Costa Neto, Silas Malafaia e Tarcísio de Freitas conversam durante manifestação bolsonarista na Avenida Paulista
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Valdemar da Costa Neto, Silas Malafaia e Tarcísio de Freitas conversam durante manifestação bolsonarista na Avenida Paulista

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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro dos Portos e Aerportos, Silvio Costa Filho (Republicanos) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro dos Portos e Aerportos, Silvio Costa Filho (Republicanos) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)

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Aliado de Bolsonaro, Tarcísio conversa com Moraes durante cerimônia no TSE
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Aliado de Bolsonaro, Tarcísio conversa com Moraes durante cerimônia no TSE

Igo Estrela/ Metrópoles
Ciro Nogueira e Tarcísio de Freitas
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Ciro Nogueira e Tarcísio de Freitas

Reprodução/ redes Ciro Nogueira

Após fazer diversos acenos ao bolsonarismo ao assumir o protagonismo das articulações pelo projeto de anistia que poderia beneficiar o ex-presidente e subir o tom nas críticas ao STF, acusando o ministro Alexandre de Moraes de “tirania”, Tarcísio optou por submergir e esfriar as especulações de que será candidato à Presidência da República em 2026.

Os movimentos do governador fizeram com que ele passasse a ser alvo de opositores e até mesmo da opinião pública, que enxergaram nas articulações um descolamento de Tarcísio da imagem de moderado. Ministros do STF também ficaram incomodados com a guinada radical do chefe do Palácio dos Bandeirantes.

Questionado sobre o encontro com Bolsonaro na última quinta-feira (25/9), Tarcísio negou que a reunão será para tratar sobre candidatura à Presidência da República ou anistia aos envolvidos em atos golpistas.

“Eu vou visitar um amigo e prestar solidariedade a ele. É uma coisa que eu vou fazer sempre porque tenho preocupação e consideração com uma pessoa que sempre foi muito importante para mim”, desconversou Tarcísio.

Perguntado se Bolsonaro teria, enfim, dado o sinal de que o apoiaria como candidato para a disputa do Palácio do Planalto contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Tarcísio refutou a ideia. “Não deu aval nenhum e eu sou candidato à reeleição. Não tem nada disso”, disse.

“Desnacionalização” da agenda

Como antecipou o Metrópoles, o governador relatou a aliados nas últimas semanas que está desanimado com a ideia de concorrer à Presiência por conta da desorganização da direita, da repercussão negativa da PEC da Blindagem e de resultados de pesquisas eleitorais. Ao longos dos últimos dias, Tarcísio realizou agendas no interior paulista e na Grande São Paulo.

Desde que subiu no palanque do ato bolsonarista de 7 de Setembro e chamou Moraes de “tirano”, Tarcísio voltou o foco ao Estado de São Paulo, realizando diversas agendas de entregas no interior e passando a direcionar seus discursos a prefeitos, deputados estaduais e questões locais.

Na sexta-feira (26/7), esteve em Presidente Prudente e em Iepê. Na quinta (25/7), em Guarulhos. Na quarta (24/7), foi a vez de Embu das Artes, e, na terça (23/7), Campinas. Na última segunda-feira (22/9), Tarcísio esteve em Taquarituba, na região de Itapeva.

A nova rotina destoou da agenda presidenciável que o governador vinha fazendo antes, participando de painéis e eventos do mercado financeiro, em que fez diversas falas de tom nacional e ensaiou até slogan de campanha.

Antes da manifestação na Paulista e em meio ao início do julgamento de Bolsonaro no STF, o governador foi a Brasília para se reunir com lideranças partidárias e articular em prol da anistia aos condenados pelos atos de 8 de Janeiro, o que ajudou a alimentar a ideia de que Tarcísio estaria finalmente pavimentando a candidatura para enfrentar Lula em 2026, com o apoio do bolsonarismo e do Centrão.

No dia 15/9, Tarcísio cancelou uma viagemque faria à capital federal para visitar o ex-presidente na prisão domiciliar. Este seria o primeiro encontro com o padrinho político após a condenação no STF. A ida até Brasília, no entanto, foi cancelada depois que Alexandre de Moraes autorizou o encontro apenas esta segunda (29/9).

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