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Tarcísio expõe desânimo a aliados e rechaça enfrentar Lula em 2026

Desarticulação da direita, desgaste com pautas como anistia e PEC da Blindagem, e a pressão do Centrão teriam desanimando Tarcísio

atualizado

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Pablo Jacob/ Governo de São Paulo
Tarcísio de Freitas
1 de 1 Tarcísio de Freitas - Foto: Pablo Jacob/ Governo de São Paulo

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), passou a demonstrar desânimo em conversas com aliados sobre o atual cenário político e as articulações em torno de uma possível candidatura à Presidência da República em 2026, em que disputaria o cargo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo relatos de pessoas próximas, Tarcísio está insatisfeito com a desorganização da direita e com a pressão que sofreu nas últimas semanas de lideranças do Centrão para se colocar definitivamente como o adversário do petista, o que o teria exposto a críticas de opositores, da opinião pública e a ataques do PT em peças publicitárias.

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Tarcísio e aliados antes do discurso na Avenida Paulista
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Ciro Nogueira e Tarcísio de Freitas
Aliado de Bolsonaro, Tarcísio conversa com Moraes durante cerimônia no TSE
Tarcísio de Freitas aponta risco de perda de 120 mil empregos em São Paulo devido ao tarifaço
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Tarcísio de Freitas aponta risco de perda de 120 mil empregos em São Paulo devido ao tarifaço

Isabella Finholdt / Metrópoles
Tarcísio e aliados antes do discurso na Avenida Paulista
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Tarcísio e aliados antes do discurso na Avenida Paulista

Sam Pancher/Metrópoles
Tarcísio expõe desânimo a aliados e rechaça enfrentar Lula em 2026 - imagem 3
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Paulo Bareta/Divulgação/XP
Ciro Nogueira e Tarcísio de Freitas
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Ciro Nogueira e Tarcísio de Freitas

Reprodução/ redes Ciro Nogueira
Aliado de Bolsonaro, Tarcísio conversa com Moraes durante cerimônia no TSE
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Aliado de Bolsonaro, Tarcísio conversa com Moraes durante cerimônia no TSE

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Tarcísio de Freitas recebeu apoio de  Nikolas Ferreira após pedido de investigação feito pelo PT a Moraes
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Tarcísio de Freitas recebeu apoio de Nikolas Ferreira após pedido de investigação feito pelo PT a Moraes

Reprodução / Redes sociais
Tarcísio de Freitas na Avenida Paulista
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Tarcísio de Freitas na Avenida Paulista

Danilo M. Yoshioka/Metrópoles
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro dos Portos e Aerportos, Silvio Costa Filho (Republicanos) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)
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O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o ministro dos Portos e Aerportos, Silvio Costa Filho (Republicanos) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos)

Reprodução/ Youtube
Tarcísio de Freitas e Marcos Pereira
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Tarcísio de Freitas e Marcos Pereira

Reprodução

Um aliado do chefe do Executivo estadual acredita que Tarcísio teria entrado em uma “furada” ao topar a empreitada de um projeto presidencial junto a figuras como Valdemar Costa Neto (PL), Ciro Nogueira (PP) e Antonio Rueda (União Brasil), presidentes dos seus respectivos partidos.

Em meio ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), Tarcísio tomou a frente da articulação pela aprovação da anistia em Brasília e radicalizou o discurso contra a Corte e, principalmente, contra o ministro Alexandre de Moraes, relator da ação penal que condenou Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado.

“Se antes ele [Tarcísio] demonstrava alguma dúvida em ser candidato [a presidente], hoje não parece restar mais nenhuma. Ele percebeu que o cenário [presidencial] é muito desfavorável pra ele no momento e que o Lula se fortaleceu no último mês”, resumiu um importante aliado do governador, que conversou reservadamente com o Metrópoles.

A exposição gerou desgastes a Tarcísio. Pesquisa Genial/Quaest divulgada em 18 de setembro mostrou que a rejeição nacional ao governador de São Paulo atingiu 40% em setembro, dando continuidade à tendência de alta nos últimos meses.

Depois dos movimentos, Tarcísio optou por “submergir” e voltar as atenções para pautas de São Paulo, com agendas no interior e reuniões internas no Palácio dos Bandeirantes. Além disso, precisou lidar com as repercussões do assassinato do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes, com possível envolvimento do crime organizado na ação.

Na última quarta-feira (17/9), Tarcísio voltou a negar publicamente a intenção de disputar a Presidência e afirmou que pretende se candidatar à reeleição.

“Diria que após pagar a fatura [ao bolsonarismo] ele ficou mais tranquilo para recusar um projeto nacional”, afirmou uma fonte próxima ao governador, referindo-se ao ataque feito por Tarcísio a Moraes na manifestação de 7 de Setembro, na Avenida Paulista.

 


Desorganização da direita

  • Ainda de acordo com interlocutores de Tarcísio, o governador paulista também teria se queixado da desorganização da direita em torno de temas como o PL da Anistia e a PEC da Blindagem, que, na visão dele, geraram desgastes para o consórcio formado no Congresso Nacional entre o Centrão e a direita bolsonarista.
  • No último fim de semana, partidos de esquerda, movimentos sociais e artistas realizaram atos em diversas cidades do país para protestar contra os dois textos.
  • Aliados ainda lembram que a tentativa de se mostrar “presidenciável” já havia desgastado a imagem de Tarcísio quando ele tentou se envolver no tema do tarifaço imposto pelo governo dos EUA contra o Brasil, adotando uma postura hesitante entre negociar um alívio nas taxas e ao mesmo tempo fazer críticas ao governo Lula, poupando o presidente norte-americano, Donald Trump.
  • O comportamento rendeu inúmeras críticas da oposição, que passou a taxar o governador como “vira-lata” e “entreguista”.
  • Além disso, a tentativa de Tarcísio de negociar o tarifaço fez com que ele também passasse a ser alvo de ataques de bolsonaristas liderados pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que tem articulado nos EUA sanções do governo norte-americano a autoridades brasileiras.
  • Apesar das dificuldades, Tarcísio segue sendo visto pelas lideranças partidárias como o nome mais forte para enfrentar Lula em 2026. Caso o governador paulista opte, de fato, pela reeleição, aliados citam o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), como um nome que ganharia força para a disputa.

“Jogo pesado” do PT

O Metrópoles apurou que, a aliados, Tarcísio também tem afirmado ser difícil disputar contra a “máquina do governo federal”, inclusive citando as peças publicitárias que a gestão petista passou a divulgar.

O governador ainda teria dito que o Congresso Nacional sinaliza não encampar um projeto de anistia ampla e irrestrita, como defendem os bolsonaristas.

Na visão de Tarcísio, segundo interlocutores, a tendência é que o governo Lula ainda seja beneficiado com a aprovação de projetos considerados estratégicos para os petistas, como a ampliação da isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil e o auxílio gás, já visando as eleições do próximo ano.

Diante desse cenário adverso, o governador passou a afirmar que deve focar na reeleição em São Paulo, onde poderá concluir e entregar obras e projetos ao longo do próximo mandato, pavimentando uma candidatura presidencial em 2030, já sem Lula no caminho — o petista só poderá disputar a reeleição no ano que vem.

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