Boulos mira Tarcísio em ato: "Nunca vai vestir faixa presidencial"
Deputado federal Guilherme Boulos (Psol) afirmou que fez campanha para Lula e criticou governador em ato contra PEC da Blindagem e anistia

O deputado federal Guilherme Boulos (Psol) aproveitou a manifestação contra a PEC da Blindagem e anistia a envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de Janeiro para criticar o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e fazer campanha para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu quero dizer uma coisa para o seu Tarcísio de Freitas. Você está querendo ser candidato a presidente? Vem cá que vamos te derrotar na urna. Você nunca vai vestir a faixa presidencial nesse país, Tarcísio”, disse Boulos durante participação no ato deste domingo (21/9).

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Ver todasO deputado ainda afirmou que uma das consequências do ato será “eleger Luiz Inácio Lula da Silva ano que vem presidente do Brasil”. “Primeiro, ainda esse ano, queremos ver Bolsonaro e os golpistas na cadeia”, disse.
Boulos ainda criticou o Congresso pela aprovação da PEC da Blindagem. “O outro recado é para os senadores. Senadores da República, o que esse povo aqui espera não é nada menos, nenhuma vírgula a menos do que derrotar, enterrar a PEC da Bandidagem”, disse.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPTarcísio também foi alvo de outros políticos presentes, como o deputado federal Orlando Silva (PC do B). “Tarcísio, deixa de ser vagabundo. Vai trabalhar”, disse.
Termômetro político
As manifestações deste domingo (21/9) pelo país foram convocadas por políticos, movimentos sociais, artistas e influenciadores e devem servir como termômetro do poder de mobilização da esquerda.
Os atos ocorrem após o avanço da PEC da Blindagem no Congresso Nacional e do Projeto de Lei da Anistia (ainda que em uma versão light) na Câmara.
A urgência do texto da Anistia foi aprovada na última quarta-feira (17/9), por 311 a 163 votos. Em seguida, o deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) foi designado relator pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) e anunciou que, agora, eles tratam o texto como PL da Dosimetria.
USP calcula 42 mil presentes
O Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a ONG More in Common, calculou em 42,4 mil pessoas o público do ato.
Com margem de erro de 12%, segundo o levantamento, no momento de pico, o público ficou entre 37,3 mil e 47,5 mil participantes. Só para efeito de comparação, a manifestação pró-anistia convocada pelo pastor Silas Malafaia ao lado de bolsonaristas contou com 42,2 mil pessoas. A contagem da USP é feita a partir de fotos aéreas analisadas com software de inteligência artificial.












