Tarcísio rebate Haddad após crítica: “Aumentou imposto a cada 30 dias”
Governador Tarcísio de Freitas alfinetou Fernando Haddad, seu provável adversário na eleição de São Paulo
atualizado
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), alfinetou nesta quarta-feira (11/3) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), seu provável adversário na disputa pela reeleição.
Tarcísio foi questionado sobre uma declaração de Haddad, em entrevista à EBC, na qual o ministro afirmou que Tarcisio é blindado de criticas.
“Ninguém é blindado de crítica de lugar nenhum. Tem bom trabalho, tem trabalho que é ruim. O que eu posso fazer se ele aumentou imposto a cada 30 dias? Não é culpa minha, é culpa dele”, disse o governador, durante agenda na região central de São Paulo.
Sobre a indicação do nome de Haddad para a disputa, Tarcísio afirmou que “não escolhe adversário”.
“A gente vai mostrar o que nós fizemos e o que nós temos de projeto para frente. É isso. A gente vai procurar se conectar com a necessidade do eleitor, procurar vender esperança. Onde é que a gente vai chegar? Qual é a nossa visão de futuro? Quais são as vocações do estado de São Paulo e como é que a gente vai se conectar com essas vocações? Eu vou falar com eleitor, não vou pensar em adversário”, disse.
Corrida ao Senado
Tarcísio ainda comentou sobre a pesquisa Datafolha, divulgada nesta quarta-feira, que aponta nomes do campo progressista — como Haddad, Simone Tebet, Geraldo Alckmin e Marina Silva — pontuando bem nas intenções de voto para o Senado.
Para o governador, o resultado é uma “fotografia do momento” e a tendência é que os nomes da direita passem a ser mais conhecidos pelo eleitorado mais para frente.
“No final das contas, as pessoas demoram um pouco mais para se conectar à eleição de Senado. Neste momento, aparece melhor quem tem mais recall. A partir do momento que a gente coloca o time em campo e apresenta os nossos candidatos, e aí, na minha opinião, seja o nome que for do nosso campo, e os nomes são todos qualificados, e obviamente a gente vai escolher alguém com viabilidade. A partir do momento que a gente consolide, aí é apresentar as nossas vantagens, apresentar projeto, apresentar por que é interessante aquele candidato em relação a outro”, disse Tarcísio.
Até o momento, o único nome encaminhado para a corrida é do deputado federal Guilherme Derrite (PP), dentro do campo de alianças de Tarcísio. O segundo nome da direita ainda está sendo discutido internamente no PL, partido que deve ter a vaga dentro da chapa. Aliados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), que segue nos EUA, afirmam que a escolha passará pelo aval do “filho 02”.
Já no campo da esquerda, os nomes mais citados como possíveis candidatos são as ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento).
