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Tarcísio visita a Fiesp e acena ao empresariado 1 dia após atacar STF

Em lançamento de nova etapa de programa de renegociação de dívidas para empresas, governador evitou imprensa e não comentou sobre anisita

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Pablo Jacob/Governo de SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em visita à Fiesp
1 de 1 O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), em visita à Fiesp - Foto: Pablo Jacob/Governo de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), cumpriu na manhã desta segunda-feira (8/9) sua primeira agenda pública após os ataques proferidos por ele contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no ato bolsonarista na Avenida Paulista, no último domingo (8/9).

Tarcísio esteve na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na região central da capital, para o lançamento do 4º edital do Acordo Paulista, programa de sua gestão que oferece descontos para a renegociação de dívidas tributárias.

No evento, o governador de São Paulo fez um discurso de cerca de dez minutos em que destacou o papel do Estado para ajudar na melhoria do ambiente de negócios e exaltou a agenda de privatizações e concessões. O governador não citou em nenhum momento o tema da anistia, pelo qual passou a articular a aprovação no Congresso Nacional na última semana.

“A gente está falando de proporcionar oxigênio para as empresas. As empresas precisam de oxigênio. A gente está falando de solvência, de previsibilidade, fazer com que as empresas possam fazer o seu planejamento financeiro, planejar os seus investimentos. Possam, no final das contas, ao fim e ao cabo, gerar mais emprego e oportunidades”, disse o governador.

Apesar da meta de atingir R$ 15 bilhões de dívidas tributárias renegociadas nesta etapa, Tarcísio afirmou que o novo modelo tem potencial para alcançar até R$ 100 bilhões renegociados. No total, o Acordo Paulista renegociou até o momento R$ 58 bilhões.

“Com essa revisão, a gente consegue ampliar muito a abrangência, alcançar muito mais empresas. Proporcionar descontos de até 75% nos juros, na multa, parcelar essas dívidas em até 120 vezes. O que nos interessa é baixar o estoque, limpar balanços, é transformar a dívida ativa em algo crível. Não adianta eu ter lá mais de R$ 400 bilhões de dívida ativa. O que isso representa para nós, no final das contas? Nada. Agora, quando a gente consegue negociar e gera fluxo, são R$ 3 bilhões e pouco por ano que começa a entrar”, afirmou.

Na saída do evento, Tarcísio não atendeu a imprensa. Ele informou apenas que deverá ficar em São Paulo nesta semana. De acordo com a assessoria do governador, ao contrário da última semana, não há previsão de nova viagem dele a Brasília nos próximos dias.


Ataques a Moraes e pressão por “anistia ampla”

  • Nesse domingo (7/9), em um dos discursos mais aguardados do ato bolsonarista na Avenida Paulista, Tarcísio de Freitas criticou duramente o julgamento de Bolsonaro e de outros sete réus por tentativa de golpe no STF, pressionou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar o projeto de lei de uma “anistia ampla” aos envolvidos no 8 de janeiro de 2023, e disse que o único candidato da direita é Bolsonaro.
  • “Qual o recado que vocês querem dar para Hugo Mota hoje?”, perguntou Tarcísio ao público. “Presidente de Casa nenhum pode conter a vontade da maioria do plenário. Então, Hugo Motta, paute a anistia. Deixa a Casa decidir. Tenho certeza que ele vai fazer isso”, disse Tarcísio, que assumiu a articulação pela anistia nas últimas semanas.
  • No palanque, Tarcísio criticou a delação do coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordem de Bolsonaro, e, pela primeira vez, chamou o ministro Alexandre de Moraes de tirano. “Por que vocês estão gritando isso [fora, Moraes]? Talvez porque ninguém aguenta mais a tirania do ministro Moraes”.
  • “Nós não vamos aceitar a ditadura de um poder sobre o outro”, disse Tarcísio na Avenida Paulista. Em outras manifestações, o governador havia poupado o STF de críticas.
    Segundo Tarcísio, não há provas contra Bolsonaro no julgamento por tentativa de golpe de Estado. Afilhado político do ex-presidente, o governador de São Paulo disse que o julgamento está “maculado” e que “a anistia tem que ser ampla”.
  • “A gente não topa impunidade. Mas a gente não pode topar condenação sem provas. Ela abre uma ferida que nunca vai fechar”, disse Tarcísio. “Como vão condenar uma pessoa sem nenhuma prova?”, questionou Tarcísio.
  • Apesar de ser apontado como presidenciável, Tarcísio disse que “só existe um candidato para nós, que é Jair Messias Bolsonaro”. “Deixa o Bolsonaro ir para a urna, qual o problema?”, emendou o governador de São Paulo.

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