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Esquerda dá Bolsonaro como condenado e centra artilharia em Tarcísio

Ato da esquerda em São Paulo foi marcado por ataques ao governador Tarcísio de Freitas e comemoração pelo julgamento de Jair Bolsonaro

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Danilo M. Yoshioka/ especial para Metrópoles @danilomartinsyoshioka
São Paulo - Manifestação de partidos de esquerda e forças sindicais se reúnem na Praça da República, em São Paulo, na manhã deste domingo, feriado da independência da República - Metrópoles
1 de 1 São Paulo - Manifestação de partidos de esquerda e forças sindicais se reúnem na Praça da República, em São Paulo, na manhã deste domingo, feriado da independência da República - Metrópoles - Foto: <p>Danilo M. Yoshioka/ especial para Metrópoles<br /> @danilomartinsyoshioka</p><div class="m-banner-wrap m-banner-rectangle m-publicity-content-middle"><div id="div-gpt-ad-geral-quadrado-1"></div></div> </p>

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já dão como certa a condenação de Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), por tentativa de golpe de Estado, e passaram a centrar a artilharia na figura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afilhado político do ex-presidente que emerge como o candidato bolsonarista à Presidência da República em 2026.

O julgamento de Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado será retomado nesta terça-feira (9/9) na Primeira Turma do STF e concluído até o fim da semana com as sentenças.

A nova estratégia da esquerda ficou evidente na manifestação realizada por centrais sindicais, movimentos populares e partidos políticos na manhã de domingo (7/9), na Praça da República, no centro da capital paulista, contra a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 e em defesa da soberania nacional. Tarcísio esteve na mira das principais lideranças que discursaram no evento.

“Canalha”, “golpista” e “vagabundo” foram alguns dos adjetivos usados por ministros do governo Lula e parlamentares do PT, do PSol e do PCdoB para atacar o governador de São Paulo, que assumiu nas últimas semanas o protagonismo na articulação política pela aprovação de um projeto de lei que dê anistia a Bolsonaro — recentemente, Tarcísio também prometeu indulto ao ex-presidente, caso seja eleito ao Planalto.

Os ataques ao governador já tinham escalado antes mesmo do discurso dele na Avenida Paulista, na tarde de domingo. Na ocasião, o chefe do Palácio dos Bandeirantes pressionou o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), a pautar a anistia e fez duras críticas ao STF, dizendo que “ninguém aguenta mais a tirania do ministro [Alexandre de] Moraes”.

 

“Eu torço para o governador Tarcísio tomar coragem de ser candidato à Presidência da República, para tomar uma surra do presidente Lula”, disse o ministro do Trabalho, Luiz Marinho (PT).

Outro representante de Lula no ato, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT), afirmou a jornalistas que Tarcísio deveria se concentrar em reverter os impactos negativos do tarifaço aplicado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros, em vez de ir para Brasília “defender meliante”, referindo-se a Bolsonaro.

“O governador de São Paulo deveria defender a economia de São Paulo, que está sendo prejudicada pelo tarifaço norte-americano, e não sair aqui de São Paulo para defender um meliante no Congresso Nacional”, declarou o ministro.

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Manifestantes foram às ruas protestar pelas pautas da esquerda
A Praça da República foi ponto de concentração de manifestantes da esquerda em São Paulo
José Dirceu
Deputado federal, Guilherme Boulos
A Praça da República foi ponto de concentração de manifestantes da esquerda em São Paulo
Manifestantes de esquerda se reuniram na Praça da República, em São Paulo
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Manifestantes de esquerda se reuniram na Praça da República, em São Paulo

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Manifestantes foram às ruas protestar pelas pautas da esquerda
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Manifestantes foram às ruas protestar pelas pautas da esquerda

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A Praça da República foi ponto de concentração de manifestantes da esquerda em São Paulo

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Boneco inflável de Bolsonaro com "roupa de presidiário"  foi um dos marcos da manifestação esquedista em São Paulo
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Boneco inflável de Bolsonaro com "roupa de presidiário" foi um dos marcos da manifestação esquedista em São Paulo

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Manifestantes de esquerda se reuniram na Praça da República, em São Paulo
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Manifestantes de esquerda se reuniram na Praça da República, em São Paulo

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Em São Paulo, manifestantes de esquerda também adotaram blusas do Brasiçl
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Em São Paulo, manifestantes de esquerda também adotaram blusas do Brasiçl

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A Praça da República foi ponto de concentração de manifestantes da esquerda em São Paulo
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A Praça da República foi ponto de concentração de manifestantes da esquerda em São Paulo

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Ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho
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Ministro do Trabalho e Emprego Luiz Marinho

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Ivan Valente(PSOL)
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Em São Paulo, esquerdistas se manifestaram contra Trump
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Em São Paulo, esquerdistas se manifestaram contra Trump

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Apoiadores da esquerda pediram a prisão de Bolsonaro em protestos
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Apoiadores da esquerda pediram a prisão de Bolsonaro em protestos

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Ruas de São Paulo foram ocupadas por manifestações
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Ruas de São Paulo foram ocupadas por manifestações

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Deputado federal, Guilherme Boulos
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Críticas de parlamentares

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) também atacou as viagens do chefe do Palácio dos Bandeirantes a Brasília para articular a anistia aos envolvidos no atos de 8 de janeiro.

“Esta semana, mais um golpista botou a cara para fora, o chamado Tarcísio de Freitas. Ele deveria estar no Palácio dos Bandeirantes e foi para Brasília. Tarcísio, deixe de ser vagabundo e vai trabalhar”, atacou o parlamentar.

Já o deputado federal Guilherme Boulos (PSol-SP) disse que o governador de São Paulo não poderá passar a imagem de “candidato moderado” após as incursões a Brasília.

“O Tarcísio cumprindo esse papel lamentável de ir lá para Brasília, puxar o saco do Bolsonaro para tentar ser o candidato dele”, afirmou Boulos. “O Brasil está vendo o trabalho sujo, vergonhoso, vexatório, golpista que o Tarcísio está cumprindo”, completou.

O deputado federal Kiko Celeguim (PT-SP), presidente do diretório estadual do PT, disse que o governador adiantou as eleições de 2026 ao assumir o protagonismo na articulação pela anistia a bolsonaristas.

“As eleições são antecipadas em função desse tipo de gesto. Como pode o governador do estado mais rico do país parar de trabalhar no meio do dia, ir a Brasília articular uma pauta que confronta a Constituição e as leis brasileiras?”, questionou.

Tarcísio ainda foi chamado de “canalha” pelo líder da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o deputado estadual Antonio Donato. A líder da minoria na Alesp, Thainara Faria, lembrou da promessa de indulto que Tarcísio fez a Bolsonaro e disse que não será concretizada porque o governador de São Paulo não será eleito presidente.

Segundo o Monitor do Debate Político do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap), da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a ONG More in Common, o ato da esquerda reuniu 8,8 mil manifestantes no centro de São Paulo. Já os organizadores divulgaram uma estimativa de 30 mil manifestantes.

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