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São Paulo

Tarcísio defende revisão de procedimentos para evitar excessos da PM

Governador de SP afirmou que terá reunião com comando da Polícia Militar após mortes de 3 pessoas em supostos surtos psicóticos

16/10/2026 13:48, atualizado 16/10/2026 13:50
Reprodução
Montagem colorida de Tarcísio de Freitas ao lado de vítimas da Polícia Militar. Metrópoles

São Paulo — O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse nesta segunda-feira (16/10) que o treinamento dos policiais militares (PMs) do estado precisa ser revisto. A fala acontece após três pessoas em suposto surto psicótico serem mortas por agentes nas últimas semanas.

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Tiros furaram portão em endereço onde Gustavo foi morto por policiais militares
Momento em que jovem de 20 anos foi morto com 27 tiros em Moema
Imagens mostram o momento em que PM mata mulher que estaria em surto na zona norte de SP
Imagens mostram o momento em que PM mata mulher que estaria em surto na zona norte de SP
Imagens mostram o momento em que PM mata mulher que estaria em surto na zona norte de SP
Gustavo Munis de Santana foi morto em ação policial na zona sul de SP
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Gustavo Munis de Santana foi morto em ação policial na zona sul de SP

Reprodução/ Instagram
Tiros furaram portão em endereço onde Gustavo foi morto por policiais militares
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Tiros furaram portão em endereço onde Gustavo foi morto por policiais militares

Jessica Bernardo / Metrópoles
Momento em que jovem de 20 anos foi morto com 27 tiros em Moema
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Momento em que jovem de 20 anos foi morto com 27 tiros em Moema

Imagem cedida ao Metrópoles
Imagens mostram o momento em que PM mata mulher que estaria em surto na zona norte de SP
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Imagens mostram o momento em que PM mata mulher que estaria em surto na zona norte de SP

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“A gente vai ter uma reunião com o comando da Polícia Militar para semana que vem revisar procedimento e treinamento para impedir que excessos aconteçam. […] A gente vê a necessidade, sim, de rever [o treinamento]”, disse Tarcísio.

O caso mais recente aconteceu nesta quinta-feira (15/10), quando Camila Pereira da Silva foi baleada por um agente no Parque São Domingos, na zona noroeste de São Paulo. Ela estava com uma faca na mão e recebeu um tiro fatal. O PM foi preso.

No sábado anterior (10/10), o jovem Gustavo Munis, de 20 anos, foi morto com 27 tiros em Moema, na zona sul, após policiais confundirem o celular dele com uma arma. Os agentes efetuaram 45 disparos na direção do jovem.

No início do mês, no dia 3 de outubro, Antonio Nunes Batista também foi morto por agentes na Vila Dionísia, na zona norte de São Paulo.

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Os PMs envolvidos nos casos de Gustavo e Antônio foram afastados das funções.

Tarcísio disse que os três casos estão sendo acompanhados “de perto” e o fizeram refletir sobre os procedimentos. Ele afirmou, ainda, que é preciso “entender o que provocou a reação do policial em cada caso”.

“Tem situações em que você tem uma ameaça caracterizada, outras não. O policial está ali, tem que defender a sua própria vida também”, disse.