Quem era mulher em suposto surto psicótico baleada e morta por PM em SP
Identificação de mulher morta após suposto surto psicótico foi divulgada nesta sexta-feira (16/10); este foi o 3º caso semelhante em 12 dias

São Paulo — A mulher baleada e morta após partir para cima de policiais com uma faca, nessa quinta-feira (15/10), no Parque São Domingos, região norte de São Paulo, foi identificada como Camila Pereira da Silva. Ela estaria em suposto surto psicótico. O PM que atirou está preso por homicídio. As imagens a seguir são fortes:
O caso aconteceu na Rua Mutinga, na altura do número 127. Com uma faca, Camila avançou contra policiais militares e foi baleada uma única vez por um dos agentes, caindo morta. Durante a apresentação da ocorrência, o policial militar que atirou foi preso em flagrante.
Procurada, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse “não tolerar desvios de conduta” e informou que a Corregedoria da PM acompanha o caso.
“Um inquérito Policial Militar (IPM) foi aberto. A arma do policial foi apreendida para ser periciada”, afirmou a SSP.
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Ver todasVídeos mostram mulher com faca
Vídeos sobre o caso repercutiram nas redes sociais e mostram Camila, que estaria em surto psicótico, caminhando na direção de policiais militares enquanto segura uma faca.
Equipes da PM, inicialmente, foram à região após denúncias relatarem que uma mulher estaria ameaçando pessoas depois de uma briga com o companheiro.
As imagens divulgadas mostram dois ângulos relacionados ao caso. Em um deles (veja abaixo), é possível ver Camila de perto.
Ela vai na direção dos policiais e é quando acaba baleada e cai imediatamente ao chão. Depois dos disparos, um PM chuta a faca que a mulher estava.
O caso é acompanhado pela Corregedoria da PM e, também, pelo Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Terceira morte
A morte de Camila entra na estatística recente de pessoas em susposto surto baleadas e mortas por policiais nos últimos doze dias na capital paulista.
Além da mulher, as outras duas vítimas são: Gustavo Munis de Santana, morto no dia 10 deste mês, com 27 tiros após as autoridades serem chamadas para atender um suposto chamado de suicídio em Moema, zona sul da capital paulista.
Outro caso foi o de Antonio Nunes Batista, de 40 anos, que também estaria em estado de surto, e morreu após ser baleado no dia 3 de outubro na Vila Dionísia, também na zona norte de São Paulo.













