O que é a superbactéria que fez hospital fechar temporariamente UTI
A superbactéria KPC pode ser encontrada em secreções de pacientes infectados e é transmitida quando falham serviços de higiene e desinfecção
atualizado
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A superbactéria multirresistente KPC, que fez o Hospital Municipal Dr. Mário Gatti fechar temporariamente a UTI Adulto, em Campinas, no interior de São Paulo, é resistente à antibióticos de amplo espectro e pode agravar o quadro de doenças fatais. O microrganismo é transmitido por secreções de pacientes infectados quando falham os serviços de higiene e desinfecção hospitalar.
Após identificar sete pacientes infectados com a KPC, o hospital municipal interrompeu temporariamente a entrada de novos doentes na UTI a partir desta terça-feira (10/3). A unidade médica acompanha a presença do germe e adota medidas preventivas de higiene.
Crianças, idosos, pessoas debilitadas, com doenças crônicas e aqueles submetidos a longos períodos de internação hospitalar (dentro ou fora da UTI) correm risco maior de contrair a bactéria. A KPC pode causar pneumonia e infecções sanguíneas, que podem evoluir para um quadro de infecção generalizada, muitas vezes fatal.
Segundo a administração do Mário Gatti, quando um paciente deixa a unidade de terapia intensiva, o leito passa por uma higienização completa, que inclui camas e até paredes. No entanto, dessa vez, a limpeza não foi suficiente e a bactéria continua presente no hospital. Para evitar mais infecções, novas internações foram suspensas temporariamente.
Procurada pelo Metrópoles, a Prefeitura de Campinas informou que os sete pacientes contaminados serão mantidos isolados em um salão da UTI do hospital, enquanto outros três que já estavam na ala serão transferidos para outros leitos. A medida foi adotada para interromper o surto e garantir maior controle epidemiológico.
A UTI Adulto da unidade já está temporariamente fechada e novos pacientes que necessitarem de tratamento intensivo serão transferidos para leitos no Hospital Ouro Verde ou para vagas em outras unidades. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) já está orientado a não enviar pacientes com necessidade de UTI para o Mário Gatti.
O hospital afirmou que outras medidas já vinham sendo adotadas, como limpezas terminais de leito, intensificação de higienização de mãos e treinamentos para as equipes.
“A Rede Municipal Dr. Mário Gatti reafirma seu compromisso com a segurança dos pacientes, a qualidade da assistência e a transparência nas informações prestadas à população”, acrescentou.
