SPFC: polícia abre novo inquérito e investiga ex-diretor por corrupção

O alvo da investigação contra corrupção no clube é Antonio Donizete Gonçalves, conhecido como Dedé, ex-diretor do São Paulo Futebol Clube

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1 de 1 Imagem colorida de Antonio Donizete Gonçalves. Metrópoles - Foto: Reprodução/ Facebook

A Polícia Civil e o Ministério Público abriram um novo inquérito para investigar Antonio Donizete Gonçalves, ex-diretor do São Paulo Futebol Clube, por indícios de corrupção no departamento social do clube.

Conhecido como Dedé, o investigado se apresenta nas redes como conselheiro vitalício do São Paulo FC e diz ser sócio há 62 anos. Ele teria oferecido vantagens dentro do clube a uma pessoa a partir de uma “taxa de entrada” para o negócio.


Investigações paralelas

  • O inquérito contra Dedé é o terceiro em andamento envolvendo o São Paulo Futebol Clube.
  • A Polícia Civil e o Ministério Público conduzem outras duas investigações. Uma sobre a venda irregular de camarotes e outra sobre corrupção dentro do clube.
  • Em relação a investigação contra a venda irregular de camarotes no Morumbis, uma operação policial foi deflagrada no dia 21 de janeiro contra o diretor-adjunto de futebol de base do clube, Douglas Schwartzmann, e Mara Casares, ex-esposa do presidente afastado do São Paulo, Julio Casares, e diretora feminina, cultural e eventos do clube.
  • Além deles, também foi alvo de mandado Rita de Cassia Adriana Prado, que seria intermediária no esquema investigado.
  • Na casa de Mara Casares foram apreendidos R$ 20 mil em espécie, além de uma “farta documentação” e CPU de computador.
  • O promotor de Justiça José Reinaldo Carneiro Guimarães chegou a comparar o Morumbis, estádio do São Paulo Futebol Clube, a uma “gigantesca máquina de caça-níqueis”. Ele também afirmou ao Metrópoles que outros diretores do clube estariam envolvidos em esquemas criminosos.
  • A investigação culminou na abertura do processo de impeachment do então presidente do clube, Julio Casares. Ele foi afastado temporariamente, mas pediu renúncia do cargo logo na sequência no dia 21 de janeiro.

Entenda o esquema

Julio Casares é investigado por suspeitas relacionadas à exploração clandestina de um camarote no estádio Morumbis, na zona oeste da capital paulista. Segundo o Ministério Público de São Paulo, a irregularidade teria acontecido em um camarote ligado à presidência do clube, no estádio para o show da cantora colombiana Shakira, em fevereiro de 2025, mas o esquema “é muito anterior a isso”.

Os crimes suspeitos levantados pelo MPSP são corrupção privada no esporte e coação no curso do processo.

Um áudio revelou o suposto esquema de comercialização irregular do camarote ligado à presidência do SPFC.

Segundo o material divulgado pelo Globo Esporte, o diretor-adjunto das categorias de base do clube, Douglas Schwartzmann, e a diretora feminina, cultural e de eventos (e ex-esposa de Julio Casares), Mara Casares, estariam envolvidos no esquema ilegal.

No áudio, o diretor das categorias de base diz que ele e outras pessoas se beneficiaram financeiramente da prática.

O esquema consistia no repasse do camarote por parte da diretoria do São Paulo Futebol Clube a Mara Casares para a realização de evento durante o show de Shakira. Posteriormente, a mulher chamou uma intermediária para vender os ingressos, com alguns tickets custando até R$ 2,1 mil. Essa prática já é considerada ilegal.

Porém, o caso estourou quando a intermediária entrou na Justiça alegando que foi vítima de um calote por parte de Mara e outro dirigente do São Paulo no pagamento de um pacote de ingressos. Um áudio revelado pela imprensa mostra os dois pressionando a intermediária a retirar a ação judicial, além de confessar que se tratava de um esquema clandestino.

Após a publicação do caso, em dezembro de 2025, Douglas Schwartzmann e Mara Casares pediram afastamento dos cargos.

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