Sindicatos protestam contra fechamento de restaurantes em São Paulo

Ato na avenida Paulista reclama das novas medidas impostas pelo governo estadual para conter a disseminação da Covid-19

atualizado 05/02/2021 19:32

Fábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – Trabalhadores filiados ao Sindicato dos Trabalhadores em Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo (Sinthoresp) fizeram um protesto na tarde desta quarta-feira (27/1) na avenida Paulista, em São Paulo.

As entidades reclamam das medidas restritivas impostas pela gestão João Doria (PSDB) ao setor para conter a pandemia do novo coronavírus no estado de São Paulo.

Desde segunda-feira (25/1), a Grande São Paulo, incluindo a capital, ficará na fase laranja, mas com restrições da vermelha em dias úteis, após as 20h, e integralmente aos fins de semana. Na fase vermelha, a mais restritiva, só é permitido o funcionamento normal em setores essenciais como farmácias, mercados, padarias, lojas de conveniência, bancas de jornal, postos de combustíveis, lavanderias e hotelaria. Restaurantes ficam de fora, e só podem realizar entregas em domicílio.

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Segundo os sindicatos, “a decisão de interromper o funcionamento de bares, restaurantes e similares, diariamente a partir das 20h e por todo o dia nos fins de semana, pode prejudicar a sobrevivência dos estabelecimentos e devastar o emprego”.

Para o Sinthoresp, a situação está ficando insustentável economicamente. “Ano passado perdemos mais de 100 mil empregos no estado. Podemos perder mais 20 mil, caso as restrições continuem”, declarou o secretário-geral da entidade, Rubens Fernandes da Silva.

O governo estadual considera a medida necessária para evitar o aumento do número de mortes e evitar um colapso no sistema público de saúde estadual.

Na semana passada, o estado de São Paulo ultrapassou 50 mil mortes causadas pela Covid-19. Nos primeiros 21 dias do ano, o estado registrou aumento de 42% no número de novos casos e de 39% de óbitos por Covid-19, em comparação ao mesmo período de dezembro passado.

Mais protestos

É o segundo protesto contra o governador Doria promovido por uma categoria específica nesta quarta-feira (27/1). Pela manhã, motoristas de caminhões, principalmente do setor de frigoríficos e distribuidores de alimentos, decidiram ir às ruas contra o aumento do ICMS em São Paulo.

A presença de militantes bolsonaristas nos protestos levou o governo a declarar que os atos são “incentivados por setores ligados ao bolsonarismo, que buscam não o diálogo, mas o desgaste do governo paulista”

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