Eleição 2026

Senado: ministras de Lula e disputa bolsonarista acirram eleição em SP

De um lado, ministras de Lula, enquanto do oposto estão nomes capazes de pressionar por impeachment de ministros do STF

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Imagem em cores mostra os pré-candidatos ao senado por São Paulo. Na parte superior da foto: deputado federal Mario Frias, vice-prefeito Coronel Mello Araújo, deputado estadual André do Prado. na parte inferior: ex-ministra do meio ambiente Marina Silva, ex-ministra do Planejamento Simonte Tebet, deputado federal Guilherme Derrite e Deputado Federal Ricardo Salles.
1 de 1 Imagem em cores mostra os pré-candidatos ao senado por São Paulo. Na parte superior da foto: deputado federal Mario Frias, vice-prefeito Coronel Mello Araújo, deputado estadual André do Prado. na parte inferior: ex-ministra do meio ambiente Marina Silva, ex-ministra do Planejamento Simonte Tebet, deputado federal Guilherme Derrite e Deputado Federal Ricardo Salles. - Foto: null

A disputa ao Senado Federal nas eleições de 2026 vai levar à renovação de dois terços da Casa e, como novidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) está no centro dessa competição, com marcas vindas do 8 de Janeiro de 2023 e da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

De um lado, bolsonarista, a conquista das cadeiras seria uma chance de afastar ministros do STF, uma vez que o processo de impeachment dos magistrados depende do voto de senadores. O interesse existe porque seria a instância de Poder inimiga.

Do outro, governista, a estratégia seria barrar o avanço de radicais capazes de promover abalos institucionais no Congresso Nacional.

Em São Paulo, o campo está embolado nos dois sentidos, com demanda maior que a oferta e disparos de fogo amigo. Enquanto uma margem tem nomes da direita bolsonarista adepta a ataques ao STF, a outra dispõe no front de duas ex-ministras do governo Lula bem posicionadas, segundo pesquisas.

“Isso que está em jogo nessa eleição. Uma das estratégias da direita é conseguir não só mudar a forma como se escolhem os ministros do STF, como também formar uma maioria para promover o impeachment [deles]”, diz o cientista político e professor da ESPM, Paulo Ramirez.

Chapa do governador

Na chapa à reeleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), há ao menos seis opções de olho nas duas cadeiras disponíveis: o deputado federal Guilherme Derrite (PP); o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo), o vice-prefeito de São Paulo, coronel Mello Araújo (PL); o deputado federal Mario Frias (PL-SP); e os deputados estaduais André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, e Gil Diniz (PL).

O nome de Mello Araújo é o preferido do ex-presidente Jair Bolsonaro. “O cargo é muito importante. O presidente Bolsonaro que tem a preferência e, se vingar, vou para fazer a diferença. Se não, talvez seja um livramento. Mas seja lá quem for, vai fazer um bom trabalho”, afirmou ao Metrópoles.

Nas últimas semanas, a articulação pela indicação de André do Prado esquentou a corrida. Ele vai aos Estados Unidos nos próximos dias, pelas mãos do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, tentar emplacar com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro seu nome na disputa. O movimento, no entanto, incomodou os bolsonaristas mais praticantes.

“A estratégia da direita é povoar o máximo possível o Senado [Federal] e a Câmara [dos Deputados]. Claro que isso cria uma disputa interna, mas não o suficiente para que a campanha ao Senado, por exemplo, prejudique a campanha presidencial”, diz Ramirez.

Chapa de Haddad

Já na chapa do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) ao governo de São Paulo, o congestionamento rumo ao Senado envolve, até o momento, três ex-ministros de Lula: Simone Tebet (PSB), Marina Silva (Rede) e Márcio França (PSB).

O ex-governador de São Paulo do PSB se antecipou, em passo turbulento, ao anunciar um nome para a suplência de sua pré-candidatura. Marina já recebeu, inclusive, apoio explícito do PSol para sua campanha. Dos três, Simone e Marina são os nomes que pontuam melhor nas pesquisas eleitorais recentes.

A avaliação interna na campanha de Haddad, segundo apurou o Metrópoles, é de que tanto Marina quanto Tebet terão um papel importante durante a campanha no interior do estado, ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

“A estratégia é de conseguir com mais candidatos e diluir os votos da direita. Conseguir votos pela popularidade, não pelo discurso radical. Por exemplo, Simone Tebet e Marina Silva tendem a atrair mais o voto do eleitor moderado e também são formas de neutralizar Derrite e Ricardo Salles”, acrescenta Ramirez.

As eleições estão marcadas para 4 de outubro deste ano. No primeiro turno, eleitores devem votar em dois candidatos ao Senado Federal. Também serão escolhidos deputado estadual, deputado federal, governador e presidente.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?