Segurança que encobriu Gato Preto em acidente deverá pagar multa

Acordo oferecido pelo MPSP ao segurança do Gato Preto envolvido em acidente de carro destina R$ 10 mil às vítimas e R$ 10 mil à AACD

atualizado

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Veja como ficou o carro atingido por Bia Miranda e Gato Preto - Metrópoles
1 de 1 Veja como ficou o carro atingido por Bia Miranda e Gato Preto - Metrópoles - Foto: Twitter/Reprodução

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) ofereceu um acordo de não persecução penal ao segurança de Samuel Sant’Anna, o Gato Preto. A oferta foi feita após a Justiça tornar o influenciador réu por tentativa de homicídio com dolo eventual, pelo acidente que ele teria causado na Avenida Faria Lima, na zona oeste da capital paulista, no ano passado.

Segundo a denúncia da promotoria, Gato Preto dirigia um Porsche sob o efeito de álcool e outros entorpecentes. Ele avançou o sinal vermelho e colidiu contra um Hyundai HB20, na manhã de 20 de agosto. Um adolescente, que estava no HB20, sofreu uma fratura no maxilar.

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Gato Preto foi preso nesta quarta-feira (20/8)
Bia Miranda e Gato Preto
Bia Miranda e Gato Preto
Bia Miranda
Bia Miranda em foto para redes sociais
Bia Miranda e Gato Preto se envolveram um um acidente de trânsito em São Paulo
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O influenciador Gato Preto após ser preso em SP por não pagar pensão alimentícia
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O influenciador Gato Preto após ser preso em SP por não pagar pensão alimentícia

Polícia Civil de SP
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Gato Preto pose em redes sociais fumando
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Gato Preto tinha em apartamento  "maconha de playboy"
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Gato Preto tinha em apartamento "maconha de playboy"

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No Porsche estavam Gato Preto, a então namorada Bia Miranda, e Felipe Junior da Silva Souza, o segurança do influenciador, que mais tarde foi acusado pela Polícia Civil de crimes do Código Penal e do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Felipe foi indiciado por omissão de socorro, fuga do local do acidente e inovação artificiosa em local de acidente. Segundo testemunhas e a apuração da Polícia Civil, o segurança retirou pertences do Porsche antes da chegada da perícia e ajudou Gato Preto e Bia Miranda a fugir do local.

Apesar disso, a promotoria considerou que ele preenche os requisitos legais para ser beneficiado com o acordo.

Se aceitar a proposta, Felipe terá de pagar R$ 5 mil a cada uma das duas vítimas, totalizando R$ 10 mil, e R$ 10 mil à Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD). Ele também precisará fazer uma confissão formal e circunstancial da prática dos delitos em audiência gravada, acompanhado de um advogado.

Até esta segunda-feira (18/5), Felipe ainda não respondeu a promotoria se concorda ou não com o acordo de não persecução penal. Ele tem 30 dias para se posicionar. Ao Metrópoles, ele afirmou que pretende não se manifestar à imprensa.


Bia Miranda também pode fechar acordo

  • Bia Miranda, que chegou a ser acusada por omissão de socorro e fuga do local do acidente, mas não foi formalmente denunciada, pode utilizar um instrumento parecido.
  • Quando sugeriu a transação para o segurança, em 12 de abril, o MPSP também propôs um acordo de transação penal à influenciadora, fixado em R$ 150 mil.
  • Em 6 de maio, a defesa de Bia demonstrou interesse em fechar o acordo, mas deseja apresentar uma contraproposta. Para isso, a promotoria sugeriu a realização de uma audiência, ainda sem data marcada.

Gato Preto é réu por tentativa de homicídio

Em 22 de abril, a Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do MPSP e tornou Gato Preto réu por duas tentativas de homicídio com dolo eventual. Com a acusação de crime contra a vida, o processo contra ele é de competência do Tribunal do Júri. Segundo a promotoria, ele estava sob o efeito de álcool e drogas no momento do acidente, o que justificaria o dolo eventual.

A pedido do MPSP, ele teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e não pode dirigir. Além disso, o Porsche Carrera 911, avaliado em R$ 960 mil, deve ser vendido para garantir indenização às vítimas. Anteriormente, a Justiça bloqueou os bens de Gato Preto em até R$ 1 milhão.

Em nota, os advogados do influenciador afirmaram que receberam com surpresa a decisão da Justiça. “A defesa entende que o caso é de lesão corporal na forma culposa e passa longe de ter dolo homicida, por mais que seja dolo eventual”, declaram.

A defesa disse ainda se solidarizar com as vítimas “desse triste acidente” e que “busca justiça longe do calor emocional”.


Gato Preto bate Porsche em outro veículo na Faria Lima

  • Gato Preto dirigia um Porsche 911 Carrera por volta das 6h30 da manhã do dia 20 de agosto na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Bia Miranda, então namorada dele, o acompanhava no banco do passageiro. Próximo a eles, outro motorista conduzia um Hyundai H20.
  • Em depoimento, o motorista do HB20 disse que aguardou o sinal verde do semáforo e, ao iniciar a travessia da Avenida Brigadeiro Faria Lima pela Rua Elvira Ferraz, foi atingido pelo Porsche, que trafegava em alta velocidade.
  • Imagens do Smart Sampa confirmaram que Gato Preto desrespeitou o sinal vermelho e colidiu violentamente contra o HB20, que cruzava a via com o semáforo a favor. O Porsche não esboçou qualquer sinal de frenagem.
  • Com a colisão, ambos os automóveis foram arremessados em direção ao canteiro central da Avenida Faria Lima. O passageiro do HB20 sofreu uma fratura na mandíbula.
  • Testemunhas e vítimas afirmaram que, logo após o acidente, Gato Preto demonstrou agressividade, chegando a rir da situação e humilhar as vítimas. Ele ainda teria feito ameaças antes de fugir do local.
  • O segurança de Bia Miranda, que seguia o Porsche em um Hyundai Creta, confessou ter retirado objetos do interior do veículo e levado o então casal embora antes da chegada da polícia. O fato dificultou a preservação da cena.
  • Para as autoridades, Gato Preto assumiu o risco de causar o acidente.

 

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