Influenciador Gato Preto é denunciado por tentativa de homicídio
Denúncia se refere ao acidente provocado pelo influenciador Gato Preto em agosto de 2025 na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o influenciador Samuel Sant’anna, mais conhecido como Gato Preto, por duas tentativas de homicídio doloso. A denúncia se refere ao acidente provocado pelo influencer em agosto do ano passado, quando a Porsche que ele dirigia atingiu outro veículo, um Hyundai HB20, em um cruzamento da Avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste da capital.

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Ver todasNo processo, o promotor de justiça Lucas de Mello Schaefer afirma que Gato Preto dirigia sob efeito de álcool e drogas e trafegou em alta velocidade, avançando o sinal vermelho, antes de colidir com o outro automóvel. Além de não prestar assistência às vítimas, tendo fugido do local do acidente, o influenciador também teria ameaçado um dos envolvidos e demonstrado desprezo pela situação, segundo o MPSP.
Ele também é acusado de ameaça e de infringir três artigos do Código de Trânsito Brasileiro. Ainda de acordo com o promotor, o influencer sabia do risco de provocar morte, dado o estado de alteração causado pelo uso de substâncias, da velocidade excessiva e do desrespeito à sinalização. O caso ainda envolve omissão de socorro e tentativa de dificultar as investigações, com a retirada de objetos do local.
No outro veículo, estavam pai e filho. Este último sofreu fratura na mandíbula e lesão na mão direita e no globo ocular direito. Não houve vítimas fatais.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPJá para a influenciadora Bia Miranda, então namorada de Gato Preto, o Ministério Público propôs transação penal, por considerar que ela adotou condutas de menor potencial ofensivo, como a omissão de socorro. A ex-A Fazenda deverá pagar uma multa de R$ 150 mil, a serem divididos entre as vítimas e uma entidade beneficente.
No caso de Felipe Junior da Silva Souza, o segurança que acompanhava o casal em outro veículo no momento do acidente, foi ofertado um acordo de não persecução penal – aplicável em casos de crimes cometidos sem violência ou grave ameaça cuja pena mínima seja inferior a quatro anos. Ele deverá pagar R$ 10 mil a título de reparação de danos às vítimas e cumprir medidas alternativas, como prestar serviços à comunidade ou realizar pagamento adicional a entidade assistencial.
O acidente
- Gato Preto dirigia uma Porsche 911 Carrera por volta das 6h30 da manhã do dia 20 de agosto na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Bia Miranda, sua então namorada, o acompanhava no banco do passageiro. Próximo a eles, outro motorista conduzia um Hyundai H20;
- Em depoimento, o motorista do HB20 disse que aguardou o sinal verde do semáforo e, ao iniciar a travessia da Avenida Brigadeiro Faria Lima pela Rua Elvira Ferraz, foi atingido pela Porsche, que trafegava em alta velocidade;
- Imagens do Smart Sampa confirmaram que Gato Preto desrespeitou o sinal vermelho e colidiu violentamente contra o HB20, que cruzava a via com o semáforo a seu favor. O Porsche não esboçou qualquer sinal de frenagem;
- Com a colisão, ambos os automóveis foram arremessados em direção ao canteiro central da Avenida Faria Lima. O passageiro do HB20 sofreu uma fratura na mandíbula;
- Testemunhas e vítimas afirmaram que, logo após o acidente, Gato Preto demonstrou agressividade, chegando a rir da situação e humilhar as vítimas. Ele ainda teria feito ameaças antes de fugir do local;
- O segurança de Bia Miranda, que seguia o Porsche em um Hyundai Creta, confessou ter retirado objetos do interior do veículo e levado ela e Gato Preto embora antes da chegada da polícia. O fato dificultou a preservação da cena;
- Para as autoridades, Gato Preto assumiu o risco de causar o acidente.
Em nota enviada ao Metrópoles, a defesa de Gato Preto manifestou solidariedade às vítimas e lamentou o acidente. Também ressaltou “a importância do respeito ao devido processo legal e ao princípio da presunção de inocência, garantias constitucionais a todos os cidadãos”. “A grande repercussão midiática de um caso não pode resultar em um julgamento antecipado, que compromete a análise isenta e técnica dos fatos”, disseram os advogados do influenciador.

























