Gato Preto vira réu por tentativa de homicídio após batida com Porsche

Gato Preto vai responder na Vara do Júri por duas tentativas de homicídio com dolo eventual. Defesa alega lesão corporal sem dolo

atualizado

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Polícia Civil de SP
O influenciador Gato Preto após ser preso em SP por não pagar pensão alimentícia - Metrópoles
1 de 1 O influenciador Gato Preto após ser preso em SP por não pagar pensão alimentícia - Metrópoles - Foto: Polícia Civil de SP

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia do Ministério Público do Estado (MPSP) e tornou Samuel Sant’Anna, o Gato Preto, réu por duas tentativas de homicídio com dolo eventual. A decisão, do último 22 de abril, se refere a um acidente protagonizado pelo influenciador com um Porsche na Avenida Faria Lima, na zona leste da capital paulista, em agosto do ano passado.

Com a acusação de crime contra a vida, o processo contra Gato Preto é de competência do Tribunal do Júri. Segundo a promotoria, ele estava sob o efeito de álcool e drogas no momento do acidente, o que justificaria o dolo eventual.

A pedido do MPSP, ele teve a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa e não pode dirigir qualquer veículo. Além disso, o Porsche Carrera 911, avaliado em R$ 960 mil, deve ser vendido para garantir indenização às vítimas. Anteriormente, a Justiça bloqueou os bens de Gato Preto em até R$ 1 milhão.

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Gato Preto foi preso nesta quarta-feira (20/8)
Bia Miranda e Gato Preto
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Bia Miranda
Bia Miranda em foto para redes sociais
Bia Miranda e Gato Preto se envolveram um um acidente de trânsito em São Paulo
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Bia Miranda e Gato Preto se envolveram um um acidente de trânsito em São Paulo

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Gato Preto pose em redes sociais fumando
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Gato Preto tinha em apartamento  "maconha de playboy"
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Gato Preto tinha em apartamento "maconha de playboy"

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Em nota, os advogados do influenciador, Jonatha Carvalho Matos, André Nino e Daniele Vieira, afirmaram que receberam com surpresa a decisão da Justiça. “A defesa entende que o caso é de lesão corporal na forma culposa e passa longe de ter dolo homicida, por mais que seja dolo eventual”, declaram.

A defesa disse ainda se solidarizar com as vítimas “desse triste acidente” e que “busca justiça longe do calor emocional”.


Gato Preto bate Porsche em outro veículo na Faria Lima

  • Gato Preto dirigia um Porsche 911 Carrera por volta das 6h30 da manhã do dia 20 de agosto na Avenida Faria Lima, em São Paulo. Bia Miranda, então namorada dele, o acompanhava no banco do passageiro. Próximo a eles, outro motorista conduzia um Hyundai H20.
  • Em depoimento, o motorista do HB20 disse que aguardou o sinal verde do semáforo e, ao iniciar a travessia da Avenida Brigadeiro Faria Lima pela Rua Elvira Ferraz, foi atingido pelo Porsche, que trafegava em alta velocidade.
  • Imagens do Smart Sampa confirmaram que Gato Preto desrespeitou o sinal vermelho e colidiu violentamente contra o HB20, que cruzava a via com o semáforo a favor. O Porsche não esboçou qualquer sinal de frenagem.
  • Com a colisão, ambos os automóveis foram arremessados em direção ao canteiro central da Avenida Faria Lima. O passageiro do HB20 sofreu uma fratura na mandíbula.
  • Testemunhas e vítimas afirmaram que, logo após o acidente, Gato Preto demonstrou agressividade, chegando a rir da situação e humilhar as vítimas. Ele ainda teria feito ameaças antes de fugir do local.
  • O segurança de Bia Miranda, que seguia o Porsche em um Hyundai Creta, confessou ter retirado objetos do interior do veículo e levado o então casal embora antes da chegada da polícia. O fato dificultou a preservação da cena.
  • Para as autoridades, Gato Preto assumiu o risco de causar o acidente.

 

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