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São Paulo

Secretário de Nunes é exonerado para votar novo nome da GCM na Câmara

Secretário da gestão Ricardo Nunes, Rodrigo Goulart (PSD), foi exonerado temporariamente do cargo para assumir cadeira na Câmara Municipal

13/03/2025 10:06, atualizado 13/03/2025 10:57
André Bueno / Rede Câmara
Secretário de Nunes é exonerado para votar novo nome da GCM na Câmara

São Paulo — O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho de São Paulo, Rodrigo Goulart (PSD), foi exonerado temporariamente de seu cargo na Prefeitura nesta quinta-feira (13/3) para participar das votações de mudança de nome da Guarda Civil Metropolitana (GCM) na Câmara Municipal.

Goulart é vereador eleito e, conforme apurado pelo Metrópoles, pediu ao Prefeito Ricardo Nunes (MDB) para ser exonerado da secretaria. Ao assumir sua cadeira na Câmara, ele deve constituir comissões para viabilizar a votação do Projeto de Emenda à Lei Orgânica (PLO), que altera a nomenclatura da GCM para Polícia Municipal.

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Rodrigo Goulart deve retornar à gestão municipal na sexta-feira (14/3). Ao Metrópoles, ele disse que considera importante estar presente na formação de comissões da Casa por ser titular na Câmara.

“Como tenho uma relação importante com a Guarda Metropolitana, que a gente considera que deve ser Polícia Metropolitana, e há a possibilidade da votação do projeto do tema, gostaria de estar presente”, disse.

Mudança de nome da GCM

  • Conforme noticiado pelo Metrópoles, a votação da mudança de nome da GCM se mostrou um desafio para a gestão Ricardo Nunes.
  • No dia 26 de fevereiro, a base do governo tentou votar, sem sucesso, o PLO que altera a nomenclatura da GCM para Polícia Municipal.
  • O texto é de autoria da vereadora Edir Sales (PSD). Ele foi apresentado em 2017 e aprovado em primeira votação em 2019.
  • A mudança era discutida no Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu, em 20 de fevereiro, a favor do entendimento que a GCM tem poder de agir como polícia.
  • Com o novo entendimento do STF, o PLO foi resgatado pela base de Nunes. Como o projeto já havia sido votado anteriormente, ele não precisaria passar pelas comissões permanentes, que ainda nem foram formadas na atual legislatura.
  • No entanto, a bancada do PT e o vereador Rubinho Nunes (União) apresentaram substitutivos para o projeto, o que impede a votação sem passar por comissões.
  • Goulart volta à Câmara justamente para participar da formação das comissões, que acontece nesta quinta-feira (13/3). As comissões deverão votar os substitutivos para viabilizar a votação do PLO.