Sabesp privatizada: TJSP nega ação que acusava conflito de interesse
Ação cita o fato de a presidente do conselho da Sabesp ter ocupado cargo no conselho da Equatorial, nova investidora de referência

São Paulo – O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) indeferiu ação popular que indicava conflito de interesse no processo de privatização da Sabesp, concluído nessa terça-feira (23/7).
A ação foi movida pela vereadora Luana Alves (PSol), que questionou o fato de a presidente do conselho administrativo da Sabesp, Karla Bertocco, ter integrado até dezembro do ano passado o conselho da Equatorial, empresa que tornou-se a investidora de referência da companhia de saneamento básico.

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Ver todasNo entendimento do juiz Fausto Dalmaschio Ferreira, da 11ª Vara da Fazenda Pública, a nomeação de Bertocco para o cargo na Sabesp seguiu as normas estaduais. Ferreira também utilizou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou pedido para suspender a privatização, ao indicar que há falta de provas para corroborar se houve conflito de interesse.
“As alegações apresentadas com relação ao conflito de interesses envolvendo a Sra. Karla e eventual favorecimento da Equatorial se ressentem de demonstração concreta da sua ocorrência na prática”, justificou o juiz.
A ação movida pela vereadora do PSol também questionou a experiência da Equatorial, que havia assumido apenas uma concessão de água e esgoto, no Piauí, e o fato de ela ter sido a única interessada em se tornar acionista de referência da Sabesp.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles SPFerreira escreveu que “não há notícias de outras empresas prejudicadas terem questionado judicial ou administrativamente” e que uma eventual falta de experiência da Equatorial no setor de saneamento demanda “análise técnica detida”.



