Sabesp demite dois funcionários após vazamento de gás no centro de SP
Outros sete funcionários devem passar por cursos de reciclagem e treinamento após atingirem tubulação de gás durante obra

A Companhia de Saneamento de São Paulo (Sabesp) informou, nesta segunda-feira (15/6), que demitiu dois funcionários e suspendeu outros sete após uma tubulação de gás ter sido atingida durante obras da empresa na região da República, no centro de São Paulo. O caso aconteceu em 4 de junho, quando uma escavadeira atingiu a tubulação de gás na rua Doutor Teodoro Baima.
De acordo com a Sabesp, os sete funcionários que foram afastados devem passar por cursos de reciclagem e treinamento na empresa.
Em todo estado, são cerca de 1,2 mil frentes de obras em andamento e, segundo a companhia, as ocorrências diárias de danos e rompimentos de redes antigas que demandam cerca de 18 mil reparos por mês.
No início do mês, a Sabesp anunciou um conjunto de medidas de reforço dos protocolos de engenharia e da fiscalização de obras para aumentar a segurança e minimizar os impactos das intervenções na rotina das cidades em que opera. O plano de ação é dividido em três pilares: procedimentos de engenharia e segurança, intensificação de monitoramento de todas as frentes de trabalho e ampliação do programa de treinamento, capacitação e certificação dos colaboradores.
A companhia também anunciou a criação da Diretoria de Segurança Operacional, que será comandada pelo engenheiro Graco Lira. A nova diretoria deve unificar as áreas de Engenharia e Operações e a divisão da área de Clientes e Tecnologia em duas diretorias distintas.
Explosão no Jaguaré e outros incidentes
O vazamento na República aconteceu cerca de um mês depois de uma explosão de gás deixar um rastro de destruição em uma comunidade no Jaguaré, na zona oeste. Dezenas de moradores tiveram os imóveis atingidos e ficaram desabrigados. Dois homens morreram.
No mesmo mês, uma obra da Sabesp provocou outro vazamento após o rompimento de uma tubulação da Comgás, desta vez na Rua Senador Amaral Furlan, em Itaquera, na zona leste de São Paulo.
A empresa também registrou transtornos relacionados à própria infraestrutura, como o rompimento de um coletor de esgoto da Sabesp na Vila Sônia, zona oeste paulistana, provocou a abertura de uma cratera e afetou o trânsito na região no final de maio.
“O trecho já possuía diagnóstico estrutural e parte da rede já está em processo de recuperação, dentro do conjunto de obras executadas pela Companhia para modernização de sistemas antigos de saneamento e enfrentamento de problemas históricos da infraestrutura subterrânea”, informou a Sabesp na ocasião.
Um outro rompimento, dessa vez, de uma adutora, deixou 71 bairros em Guarulhos, na Grande São Paulo, sem água. Segundo a companhia, o rompimento foi causado pelo deslocamento do solo durante uma obra de ampliação do sistema de tratamento de esgoto. Durante o período de desabastecimento, a Sabesp disponibilizou 30 caminhões-pipa para atendimento emergencial da população.
Na quinta-feira (4/6), um vazamento de água em uma unidade da Sabesp causou dor de cabeça nos moradores do bairro Parque das Nações, em Santo André, na Grande São Paulo. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra uma “cachoeira” escorrendo do reservatório e um grande fluxo de água “invadindo” imóveis vizinhos.
Privatizada na gestão Tarcísio, há quase dois anos, a Sabesp teve salto de lucro e aumento de reclamações de clientes, como mostrou o Metrópoles anteriormente. No caso do Jaguaré, moradores relataram, inclusive, que avisaram aos profissionais da empresa sobre a presença de uma tubulação de gás na área de obra antes do vazamento que provocou a explosão.

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