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Haddad diz que Tarcísio é "especialista em assinar contrato malfeito"

Pré-candidato ao PT fez referência a contratos assinados por Tarcísio de quando ele era ministro na gestão Bolsonaro

Rebeca Ligabue, Alessandra Ferreira12/06/2026 07:00, atualizado 12/06/2026 08:34
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Rebeca Ligabue/Metrópoles
Imagem em cores de Fernando Haddad, um homem branco com uma jaqueta azul marinha e camisa branca segurando um microfone na mão. Ao fundo, um painel mostra o símbolo do Partido dos Trabalhadores

O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), voltou a criticar a concessão da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), feita durante a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). A empresa Equatorial Participações e Investimentos se tornou a principal investidora da Sabesp em 2024, ao comprar bloco de 15% de ações da empresa, por R$ 6,9 bilhões.

“Praticamente, todos os contratos de concessão ferroviária do Tarcísio no Ministério dos Transportes tiveram que ser refeitos”, afirmou Haddad. “Quase todos os contratos de concessão de ferrovia do Tarcísio como ministro tiveram que ser refeitos pelo Renan Filho, ministro atual, com o acompanhamento do Tribunal de Contas da União. Ele é especialista em assinar contrato mal feito.”

Tarcísio foi ministro da Infraestrutura durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), entre 2019 e 2022. O governador também foi diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), durante o governo de Dilma Rousseff (PT), entre 2011 e 2015.

Haddad destacou problemas recorrentes envolvendo a operação da Sabesp, como o vazamento de gás causado durante obra da empresa no Jaguaré, zona oeste de São Paulo, no mês passado. “Tudo mal explicado em relação à própria privatização, a maneira como eles construíram o edital, a desistência dos participantes até chegar num único participante, que é Equatorial, que vem se comportando muito mal frente ao consumidor do serviço público”, disse.

O petista já havia sinalizado que deve avaliar o contrato que foi assinado pela gestão Tarcísio e averiguar as cláusulas protetivas dos consumidores antes de eventual reestatização da Sabesp.

Vice segue indefinida

Sobre a indefinição da vaga de vice, Haddad disse que o posto permanece incerto. Nas últimas semanas, o ex-ministro havia dito que a decisão seria anunciada entre o fim de maio e o começo de junho.

“Acredito que vai ser para logo. Depende um pouquinho da agenda do presidente [Lula], também, que quer conversar com os companheiros do PSB, sobretudo, tem mantido conversas com o João Campos também, com o Márcio [França], com a própria Simone [Tebet]. Mas eu penso que, tendo o presidente Lula, o vice-presidente [Geraldo] Alckmin na mesa, fica tudo mais fácil de resolver”, afirmou.

Segundo Haddad, trata-se mais de uma questão interna do PSB. “Por isso, a participação do vice-presidente [Alckmin] é importante”, destacou ele, enquanto nos últimos dias, aliados de Haddad defenderam França para a vaga.

Entre os petistas de São Paulo, o nome do ex-governador de São Paulo é visto como “uma tendência”, mas, no PSB a conversa é outra. Embora não se afaste a possibilidade de França aceitar o convite, o objetivo dele é concorrer ao Senado.

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