Ruy Ferraz: MPSP denuncia mais 4 pessoas por morte de ex-delegado

Em novembro de 2025, oito suspeitos já haviam sido denunciados por envolvimento na execução de Ruy Ferraz, morto a tiros no litoral de SP

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida mostra ruy ferraz fontes - Foto: Divulgação/ SSP-SP

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, nesta quinta-feira (19/3), mais quatro pessoas por envolvimento na morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, executado a tiros no litoral do estado em setembro de 2025.

Os denunciados podem responder por homicídio qualificado, duas tentativas de homicídio, favorecimento pessoal e integrar organização criminosa armada.

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A execução do ex-delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes
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Três dos acusados, identificados como Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, Fernando Alberto Ribeiro Teixeira e Márcio Serapião de Oliveira, estão presos. O outro, identificado como Robson Roque Silva de Sousa, está foragido.

Marcio Serapião de Oliveira, de 52 anos, vulgo Velhote ou MC, é apontado pela polícia como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) e investigado por apoio estratégico e logístico, com indícios de envolvimento na guarda de veículos, uso de imóveis de apoio e ocultação de elementos relacionados ao crime. O denunciado foi capturado no bairro de Vila Isa, região de Interlagos, na zona sul de São Paulo. Tentou escapar, mas monitoramento por drone impediu a fuga. Com ele, foram apreendidos documentos diversos e dois telefones celulares.

Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, de 48 anos, vulgo Azul ou Careca, também é apontado pela polícia como membro do PCC. A investigação aponta que ele foi um dos articuladores da ação, com indícios de participação no planejamento, na coordenação logística e na execução indireta da execução de Ruy. Foi capturado em Jundiaí, no interior paulista. Com ele, foram apreendidos dois celulares.

Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, de 45 anos, vulgo Manezinho ou Manoelzinho, também é apontado pela polícia como membro do PCC. É investigado por ser o principal articulador logístico e operacional, incluindo auxílio na fuga, fornecimento de meios materiais e manutenção de vínculos operacionais entre os executores. Foi capturado em Mongaguá, no litoral sul de São Paulo. Com ele, foi apreendida uma arma de fogo.

Procurada, a defesa de Manoel Alberto Ribeiro Teixeira não quis se manifestar. O Metrópoles não conseguiu contato com as defesas dos outros denunciados. O espaço segue aberto para manifestações.

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Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, vulgo Manezinho ou Manoelzinho, preso caso Ruy Ferrazpreso em operação que investiga o homicídio do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes
Marcio Serapião de Oliveira, vulgo Velhote ou MC, preso em operação que investiga o homicídio do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes
Pedro Luiz da Silva Moraes, vulgo Chacal, foragido em operação que prendeu suspeitos de envolvimento na morte do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes
Três foram presos em nova operação que investiga homicídio de ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes
Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, vulgo Azul ou Careca, preso em operação que investiga o homicídio do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes
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Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, vulgo Azul ou Careca, preso em operação que investiga o homicídio do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes

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Três foram presos em nova operação que investiga homicídio de ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes

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Outros indiciados

Essa é a segunda leva de denúncias relacionadas ao caso. Em novembro, outros oito envolvidos no crime foram formalmente denunciados.

A investigação apontou que os envolvidos no crime se dividiram em dois grupos: o primeiro atuou diretamente no homicídio do ex-delegado, e o segundo atuou no suporte à ação – seja com o transporte de armas ou com o apoio na fuga.


Veja quem são os outros indiciados pela morte de Ruy Ferraz

  • Paulo Henrique Caetano Sales, conhecido como PH: é um dos atiradores e fez a chamada “contenção”, impedindo a aproximação de outras pessoas. Chegou na cena do crime em uma Hilux preta. Ele foi preso em 24 de outubro.
  • Luis Antônio Rodrigues de Miranda, conhecido como Gão: ele dirigia a Hilux que deixou PH na cena do crime. Está foragido.
  • Marcos Augusto Rodrigues Cardoso, conhecido como Fiel: ele seguiu o ex-delegado e então secretário da Administração da Praia Grande quando a vítima deixava o prédio da prefeitura. Fiel dirigia um Logan branco e foi quem deu o sinal para os atiradores entrarem em ação. Ele foi preso em 3 de novembro.
  • Felipe Avelino da Silva, conhecido como Mascherano: envolvido com a fuga, ele deixou a chave dentro de um Renegade prata, o que impediu que o grupo usasse o carro para fugir. Ele foi preso em 6 de outubro.
  • Flávio Henrique Ferreira de Souza: também envolvido com a fuga, foi identificado a partir de impressões digitais deixadas dentro do Renegade. Está foragido.
  • William Silva Marques: proprietário de uma casa em Praia Grande, próxima ao local da emboscada, que foi usada como escritório pelos criminosos. Sabia da finalidade do uso do imóvel antes de alugá-lo. Ele foi preso em 21 de setembro.
  • Cristiano Alves da Silva, conhecido como Cris Brown: dono de uma casa em Mongaguá, também usada como centro de logística pelo grupo. Sabia da finalidade do uso do imóvel antes de alugá-lo. Ele foi preso em 17 de outubro.
  • Dahesly Oliveira Pires: namorada de um dos atiradores, foi presa em 18 de setembro por ter buscado um dos fuzis usados no crime em uma casa em Praia Grande, no dia seguinte à execução.

Vingança por prisões

O secretário da Segurança Pública de São Paulo (SSP), Osvaldo Nico Gonçalves, disse, em janeiro, que o crime teria sido encomendado como uma vingança por prisões ocorridas desde 2005. Outras hipóteses, no entanto, não estão descartadas, e o grupo poderia ter agido com apoio de outras pessoas.

Fernando Alberto Ribeiro Teixeira, “Azul”, Márcio Serapião Pinheiro, “Velhote”, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, “Manoelzinho”, seriam assaltantes de banco e teriam relação com o PCC.

“São pessoas que são assaltantes de banco que foram presos pelo Ruy quando ele atuava diretamente contra o crime organizado”, disse Nico, em entrevista coletiva. “Nada está descartado. Mas, para nós, 90% de chance, mais de 90%, de ter relação com isso”, acrescentou.

O secretário afirmou que a execução teria sido planejada em uma lanchonete de Mongaguá, no litoral sul de São Paulo, em março de 2025, seis meses antes da execução.

“Foi uma reunião entre os três muito próximo da casa da mãe de um deles, e muito próximo da casa de um outro. Nós tínhamos os nomes desde dezembro, mas era preciso realizar as prisões de forma conjunta”, afirmou a diretora do Departamento de Homicídios (DHPP), Ivalda Aleixo.

O diretor do Departamento de Investigações Criminais (Deic), Ronaldo Sayeg, disse que não está descartada, por exemplo, a hipótese de que o crime teria relação com a atuação de Ruy Ferraz como secretário da Administração da Praia Grande.

“Nós temos duas linhas principais desde o início das investigação, que permanecem até hoje, uma é o histórico de combate ao crime organizado do dr. Ruy, algo que remete ao passado dele, e a outra mais voltada à alguma irregularidade na Praia Grande, algo atual”, explicou.

Como revelado pelo Metrópoles, o ex-delegado-geral preparava um dossiê contra funcionários da prefeitura do município por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude de licitações.

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