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São Paulo

Sogro de suspeito pela morte de Ruy Ferraz é preso após depoimento

Sogro do 10º preso pela morte do ex-delegado prestou depoimento na terça-feira (4/11) e acabou detido por não pagar pensão alimentícia

05/11/2025 18:46, atualizado 05/11/2025 19:46
Reprodução
Imagem colorida mostra o ex-delegado Ruy Ferraz e o 10º suspeito preso. Metrópoles

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na terça-feira (4/11), o sogro de um dos suspeitos de envolvimento na morte do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes, executado a tiros em Praia Grande, no litoral paulista, no dia 15 de setembro. O motivo foi a falta de pagamento de pensão alimentícia.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o sogro de Marcos Augusto Rodrigues Cardoso foi ouvido na sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) com o objetivo de contribuir para as investigações e esclarecer o envolvimento do familiar, preso na segunda-feira (3/11).

O sogro seria liberado após o depoimento, mas acabou detido em decorrência de um mandado de prisão em aberto por não pagamento de pensão alimentícia.

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Ruy Ferraz Fontes era delegado da Polícia Civil de São Paulo
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo
Delegado Ruy Ferraz Fontes
Ruy Ferraz Fontes foi executado
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Ruy Ferraz Fontes foi executado

Polícia Civil de SP/Divulgação
Ruy Ferraz Fontes era delegado da Polícia Civil de São Paulo
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Ruy Ferraz Fontes era delegado da Polícia Civil de São Paulo

Prefeitura de Praia Grande/Divulgação
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo
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Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo

Reprodução/Prefeitura de Praia Grande
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo
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Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo

Divulgação/Alesp
Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo
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Ruy Ferraz Fontes, ex-delegado da Polícia Civil de São Paulo

Divulgação/Polícia Civil
Delegado Ruy Ferraz Fontes
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Delegado Ruy Ferraz Fontes

Divulgação/Alesp
Ruy Ferraz foi executado em Praia Grande
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Ruy Ferraz foi executado em Praia Grande

Material cedido ao Metrópoles e Prefeitura de Praia Grande/Divulgação

Conhecido como Penélope, Marcos Augusto Rodrigues Cardoso foi preso no Grajaú, zona sul da capital paulista. Ele é o 10º detido por suspeita de envolvimento na morte do ex-delegado. O secretário-executivo de Segurança Osvaldo Nico afirmou que o suspeito chamou comparsas para executar o Ruy Ferraz.

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A SSP informou que o indivíduo tem antecedentes criminais por receptação, porte ilegal de arma de fogo e furto. Com ele foi apreendida uma arma de fogo calibre 380.

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De acordo com a pasta, mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos em desdobramento da prisão.


Prisões anteriores

  • José Nildo da Silva, de 47 anos, é suspeito de ser um dos atiradores. Ele teria se dirigido a uma das quatro residências que teriam sido usadas na logística do crime após a execução. Ele foi preso em Itanhaém no final de outubro.
  • Danilo Pereira Pena, conhecido como Matemático, teria organizado parte da operação criminosa, incumbindo outro indivíduo de transportar um terceiro participante.
  • Felipe Avelino da Silva, conhecido como Mascherano, teve digitais identificadas pela perícia em um dos carros usados no assassinato. Ele é apontado como “disciplina” da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no ABC Paulista, na Região Metropolitana de São Paulo.
  • William Silva Marques, dono da casa usada como QG do crime.
  • Rafael Marcell Dias Simões, conhecido como Jaguar e apontado como um dos atiradores.
  • Dahesley Oliveira Pires, acusada de ser a pessoa que buscou o fuzil no litoral paulista.
  • Luiz Henrique Santos Batista, o Fofão, que teria sido responsável por dar carona para um dos criminosos fugir da cena do crime. A ação teria sido orientada por Danilo Pereira Pena, o Matemático.
  • Umberto Alberto Gomes, apontado como um possível atirador e morto em confronto com a polícia no Paraná. As impressões digitais dele foram detectadas em um imóvel em Mongaguá, que teria sido utilizado pela quadrilha antes do crime.
  • Cristiano Alves da Silva, de 36 anos, conhecido como Cris Brown, é apontado como proprietário da casa em Mongaguá que foi utilizada como ponto de apoio aos criminosos.
  • Paulo Henrique Caetano Sales, conhecido como PH, de 35 anos, apontado como dono de uma das casas usadas pelos criminosos responsáveis pela execução.

Linhas de investigação

O ex-delegado e então secretário da Administração de Praia Grande foi morto em uma emboscada no dia 15 de setembro. Pouco mais de um mês após o crime, fontes próximas à investigação confirmaram ao Metrópoles que, até o momento, a apuração trabalha com duas principais hipóteses.

A primeira seria uma vingança do crime organizado, tendo em vista os anos de carreira que Ruy Ferraz dedicou em combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A investigação também considera uma possível retaliação de colegas de prefeitura, uma vez que o ex-delegado estaria supervisionando um contrato milionário de licitação, que previa a compra de equipamentos destinados à ampliação do sistema de videomonitoramento e wi-fi da gestão municipal.