Ruy Ferraz: Tarcísio sanciona lei que oferta escolta para autoridades
A Lei Delegado Ruy Ferraz Fontes prevê a oferta de escolta e segurança pessoal para autoridades que atuam no combate ao crime organizado
atualizado
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Em homenagem ao ex-delegado-geral de São Paulo Ruy Ferraz Fontes, morto por criminosos suspeitos de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) sancionou uma lei que assegura a oferta de escolta e segurança pessoal para ex-autoridades e autoridades que atuam no combate ao crime organizado.
Lideranças do alto escalão, como o governador, membros do Judiciário e chefes das forças policiais, são contempladas pela Lei Delegado Ruy Ferraz Fontes. A proteção também se estende a familiares diretos de todas as autoridades mencionadas.
Segundo a Lei de autoria dos deputados Delegado Olim (PP), Capitão Telhada (PP), Gil Diniz (PL) e Altair Moraes (Republicanos), qualquer outro membro público que vier a sofrer ameaças devido à função relacionada à segurança pública também poderá requerer a prestação dos serviços.
Um parágrafo do texto complementa que, se o prazo de escolta terminar e ainda assim permanecer o risco à segurança, o serviço pode ser estendido. A lei deverá ainda ser regulamentada por ato do governador.
Morte de ex-delegado geral
Segundo o Ministério Público de São Paulo (MPSP), o ex-delegado Ruy Ferraz foi jurado de morte pelo PCC em 2019. A facção queria se vingar da transferência de seu principal líder, Marcos Herbas Camacho, o Marcola, para um presídio federal. A polícia acredita que Ruy Ferraz foi vítima de uma emboscada.
Segundo imagens de um vídeo de câmeras de segurança, o carro em que o ex-delegado estava foi seguido por criminosos. Ele bateu em um ônibus ao tentar fugir. Após o veículo capotar em razão da colisão, três atiradores desceram de um carro e dispararam vários tiros contra o delegado.
Relembre as imagens:
Quem era o ex-delegado Ruy Ferraz
Ruy Ferraz Fontes iniciou a carreira como delegado de polícia titular da Delegacia de Polícia do Município de Taguaí, do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) 7.
Durante a vida profissional, foi delegado de Polícia Assistente da Equipe da Divisão de Homicídios do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), delegado de Polícia Titular da 1ª Delegacia de Polícia da Divisão de Investigações Sobre Entorpecentes do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), delegado de Polícia Titular da 5ª Delegacia de Polícia de Investigações Sobre Furtos e Roubos a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e comandou outras delegacias e divisões na Capital.
Ferraz também esteve à frente da Delegacia Geral de Polícia do Estado de São Paulo e foi Diretor do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (DECAP), e foi professor Assistente de Criminologia e Direito Processual Penal da Universidade Anhanguera e atuou também como professor de Investigação Policial pela Academia da Polícia Civil do Estado de São Paulo.
Ruy assumiu a Secretaria de Administração de Praia Grande em janeiro de 2023, permanecendo na gestão que se iniciou em 2025, até ser morto nesta segunda-feira. Ele possuía especialização em Administração Geral e Financeira em Órgãos Públicos e participou de cursos complementares como o curso Anti-Drogas e Anti-Terrorismo, realizado pelo Ministério do Interior e da Segurança Pública da Polícia Nacional da França, além de curso de Aperfeiçoamento sobre Repressão às Drogas, em Vancouver, pela Polícia Montada do Canadá, conforme informou a Prefeitura de Praia Grande.
O policial também foi o primeiro delegado a investigar a atuação do PCC no estado, enquanto chefiava a Delegacia de Roubo a Bancos do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), no início dos anos 2000. Ele foi jurado de morte por Marcola, após o criminoso ser transferido para o sistema penitenciário federal.










