Sob risco de ruína, ocupação nos Jardins abriga cerca de 33 famílias

A Justiça decidiu nesta sexta-feira (10/4) pela desocupação imediata do prédio, que apresenta problemas estruturais e risco aos ocupantes

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Reprodução/Google Maps
Imagem colorida de prédio ocupado e com risco de desabamento nos Jardins; Justiça pediu desocupação imediata - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de prédio ocupado e com risco de desabamento nos Jardins; Justiça pediu desocupação imediata - Metrópoles - Foto: Reprodução/Google Maps

O prédio nos Jardins que vai ser desocupado por risco de desabamento, após decisão desta sexta-feira (10/4) da Justiça, abriga cerca de 33 famílias, segundo dados do ano passado da Prefeitura de São Paulo. A administração municipal realiza, desde 2018, atendimentos e vistorias no imóvel, buscando negociar com os ocupantes a retirada do local e a reintegração de posse aos proprietários.

A ocupação, que fica na esquina das ruas Peixoto Gomide e Oscar Freire, apresenta condições estruturais precárias e oferece risco à integridade física dos moradores, conforme laudo técnico da Defesa Civil. O órgão enviou à Justiça, na segunda-feira (6/4), um laudo que aponta “condições de insalubridade e deterioração da edificação”, o que impactou na decisão pela desocupação imediata.

Sob risco de ruína, ocupação nos Jardins abriga cerca de 33 famílias - destaque galeria
2 imagens
Sob risco de ruína, ocupação nos Jardins abriga cerca de 33 famílias - imagem 2
Sob risco de ruína, ocupação nos Jardins abriga cerca de 33 famílias - imagem 1
1 de 2

Reprodução/Google Maps
Sob risco de ruína, ocupação nos Jardins abriga cerca de 33 famílias - imagem 2
2 de 2

Reprodução/Google Maps

Em setembro de 2025, a prefeitura já havia formalizado um acordo para a desocupação voluntária das 33 famílias cadastradas pela Secretaria Municipal da Habitação (SEHAB). A administração passou a conceder auxílio-aluguel, que segue sendo pago regularmente, mas o endereço nunca foi esvaziado.

O prédio, que hoje é uma ocupação, está em processo de reintegração desde 2016. Antes de ser ocupado pelas famílias, o local pertencia oficialmente à companhia Santa Alice Hotelaria e Construções LTDA e à dois antigos moradores.

No passado, a empresa quis fazer do local um empreendimento de luxo, no entanto, os outros proprietários se negaram a vender seus apartamentos. O prédio ficou interditado entre 2008 e 2013, e passou a ser ocupado desde 2015.

Com a decisão, o endereço segue em processo de reintegração de posse. A empresa privada e os dois antigos moradores devem discutir na Justiça o futuro do imóvel.

O Metrópoles entrou em contato com a companhia Santa Alice Hotelaria e Construções LTDA, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. A reportagem também tenta contato com os dois antigos moradores. O espaço segue aberto.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comSão Paulo

Você quer ficar por dentro das notícias de São Paulo e receber notificações em tempo real?