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São Paulo

Rope Jump: MPSP denuncia quatro presos por homicídio com dolo eventual

Jovem de 21 anos morreu após ser arremessada de uma altura de cerca de 40 metros. Enterro será neste domingo (14/6)

08/07/2026 12:48, atualizado 08/07/2026 12:51
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Reprodução/Redes sociais
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, jovem que morreu após salto de rope jump sem cordas

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou, nessa terça-feira (7/7), os quatro presos acusados pela morte da jovem Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que foi arremessada, sem corda, de uma ponte durante a prática de rope jump.

Maicon Fernandes Cintra, Luis Felipe Feliciano Egoroff e Vitor de Freitas Gonçalves poderão responder por homicídio com dolo eventual (quando assume o risco de matar) qualificado por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Evelyne dos Santos Gonçalves também foi denunciada pela prática do mesmo crime, mas com omissão imprópria e fraude processual, já que tentou eliminar provas relevantes para a investigação.

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Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Jovem que morreu em salto de rope jump
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Jovem que morreu em salto de rope jump

Instagram/Reprodução
Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
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Maria Eduarda caiu de uma altura de aproximadamente 40 metros e sofreu politraumatismo. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Reprodução/Redes sociais

Na denúncia, o Ministério Público sustenta que os responsáveis pela execução do salto tinham pleno conhecimento dos riscos da atividade, mas deixaram de adotar cautelas necessárias, como a conferência da conexão da corda de segurança e a realização da dupla checagem dos equipamentos.

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O documento também aponta que o grupo atuava sem definição clara de funções, explorava comercialmente a atividade sem atender às exigências legais e priorizava interesses econômicos e a divulgação dos saltos nas redes sociais em detrimento da segurança dos participantes.

Em relação à organizadora do evento, o Ministério Público afirma que ela tinha o dever de garantir a adoção de padrões mínimos de segurança e interromper a atividade diante de condições inadequadas, mas deixou de fazê-lo mesmo após tomar conhecimento de falha operacional semelhante ocorrida anteriormente.

A denúncia também atribui a ela a prática de fraude processual por determinar a localização da câmera GoPro utilizada pela vítima e a exclusão do conteúdo nela encontrado, com o objetivo de dificultar a elucidação dos fatos. O equipamento permanece desaparecido.

“A inobservância técnica somava-se à irregularidade formal da própria atividade. Os denunciados exploravam comercialmente o rope jump sem inscrição no Cadastro de Prestadores de Serviços Turísticos (Cadastur) do Ministério do Turismo, sem contratação de seguro de responsabilidade civil e sem a elaboração de termos de conhecimento, de responsabilidade e de ciência de risco a serem firmados pelos participantes, exigências já vigentes à época dos fatos, nos termos dos artigos 21 e 22, § 6º, da Lei nº 11.771/2008 (Lei Geral do Turismo), com a redação dada pela Lei nº 14.978/2024, e do artigo 34, incisos I a VI, do Decreto nº 7.381/2010”, argumentaram os promotores.

O MPSP requereu a manutenção da prisão preventiva dos três homens. Em relação à mulher, postulou pela conversão da prisão temporária em preventiva. Ao buscar a condenação dos acusados, os promotores pediram também que o Judiciário fixe em R$ 200 mil a reparação pelos danos causados.

Relembre o caso

No dia 13 de junho, Maria Eduarda, de 21 anos, foi até a Ponte do Esqueleto, em Limeira, para praticar o esporte radical conhecido como rope jump. A atividade consiste em um salto de um local elevado com o praticante preso por uma corda, que fica conectada a uma âncora.

Naquele dia, no entanto, os instrutores não prenderam Maria Eduarda à corda. Ela foi lançada de uma altura de 30 metros em queda livre. A jovem morreu logo depois.

Já estavam presos pela morte da jovem os instrutores Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos; Luís Felipe Feliciano Egoroff, de 32; e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27. Os três foram filmados levantando a jovem e jogando ela do alto da ponte.

Veja imagens do acidente:


Prefeitura proíbe acesso de ponte

  • Dois dias após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, autoridades passaram a discutir medidas para impedir novos acessos à Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, local onde ocorreu o salto de rope jump que terminou em tragédia.
  • Em reunião realizada entre representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da Advocacia-Geral da União (AGU) e das prefeituras dos dois municípios, também foi debatida a possibilidade de demolição da estrutura.
  • Segundo a SPU, os prefeitos de Limeira e Cordeirópolis manifestaram apoio à retirada da ponte e se comprometeram a reforçar os bloqueios já existentes para evitar a entrada de pessoas na área.
  • Em Limeira, a prefeitura informou que retomou as ações para fechar acessos irregulares ao local e reabrirá uma vala que havia sido criada para impedir a passagem, mas que acabou sendo aterrada sem autorização do município.
  • De acordo com a administração municipal, as medidas atendem a um pedido do governo federal para ampliar a segurança da área enquanto soluções definitivas são avaliadas.