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Eleições 2026São Paulo

Renan Santos afirma que teve “prejuízo gigantesco” após decisão de Toffoli

Renan teve os perfis nas redes sociais derrubados após uma suposta omissão no seu registro de candidatura. A decisão foi revogada nesta 3ª

01/09/2026 18:43
Heitor Silva/Metrópoles
Imagem colorida do candidato à presidência Renan Santos - Metrópoles

O candidato à Presidência da República, Renan Santos (Missão), afirmou que teve um “prejuízo gigantesco” após ter parte da sua campanha eleitoral restringida pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Renan teve os perfis nas redes sociais derrubados após uma suposta omissão no seu registro de candidatura, conforme decisão divulgada na segunda-feira (31/8).

A declaração foi feita pelo candidato durante coletiva de imprensa, na tarde desta terça-feira (1°/9), na zona sul de São Paulo. Segundo Renan, ele precisou cancelar entrevistas com pelo menos sete veículos e teve “a voz retirada” por Toffoli.

“Ele, que tem contatos e amigos, e conhece bem o funcionamento das eleições, sabe a diferença que isso faz. Ainda mais numa candidatura que não tem televisão. O dano que ele gerou, se ele for conseguir protelar isso por mais um, dois, três dias, é quase mortal”, disse ele sobre a decisão.

Ainda durante a coletiva de imprensa do candidato, o ministro Dias Toffoli anunciou a revogação de sua restrição. Toffoli determinou que as plataformas restabeleçam, em até duas horas, os perfis cadastrados pela campanha e liberou os repasses do Fundo Eleitoral e a participação de Renan em debates.

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À imprensa, o candidato à presidência aproveitou para criticar Toffoli e Alexandre de Moraes. Renan afirmou que vai trabalhar para impichar os ministros do STF, “que são ilegítimos”, caso saia vencedor nas Eleições.

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“Eu sempre havia dito para a imprensa, em todas as minhas sabatinas, que meu foco no meu primeiro dia de eleição era enfrentar o CV, o PCC e passar uma agenda fiscal. Não é mais. Para você fazer qualquer coisa que mude a institucionalidade brasileira, vai precisar começar através do impeachment e da queda desses ministros do STF”, disparou Renan Santos.

Informar perfis é obrigação dos candidatos, dizia decisão de Toffoli

Em sua decisão anterior, que derrubou as redes sociais de Renan Santos, o ministro Toffoli disse que os candidatos são obrigados a informar os perfis na internet para garantir a “isonomia” entre os concorrentes.

“Não se trata de exigência de menor importância. Campanhas eleitorais são orientadas pela liberdade de expressão, mas também pela isonomia entre os concorrentes e o direito de eleitoras e eleitores a serem expostos a meios legítimos de convencimento. No ambiente digital, a informação dos canais de propaganda oficiais assegura a transparência e viabiliza a fiscalização da regularidade por parte da Justiça Eleitoral”, escreveu.