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Eleições 2026São Paulo

Tarcísio pede revisão de decisão de Toffoli contra Renan Santos

Tarcísio de Freitas afirmou que, apesar de Renan ser adversário e crítico de Flávio Bolsonaro (PL), ele "merece ter espaço e fazer campanha"

01/09/2026 15:31, atualizado 01/09/2026 15:43
Rodrigo Tammaro/Metrópoles
Imagem colorida de Tarcísio de Freitas. Metrópoles

O governador e candidato à reeleição em São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), manifestou solidariedade ao presidenciável Renan Santos (Missão) após decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de suspender as redes sociais e o impedir de fazer campanha eleitoral em ambientes digitais. Tarcísio afirmou que, apesar de Renan ser adversário e crítico de Flávio Bolsonaro (PL), de quem o governador é aliado, o candidato do Missão “merece ter espaço e fazer campanha”.

“Manifestar minha solidariedade ao Renan Santos”, disse Tarcísio, em conversa com jornalistas durante visita à obra do Novo Hospital da Lapa, na zona oeste de São Paulo, nesta terça-feira (1º/9). “Não faz sentido. A gente está vindo para uma eleição presidencial e coloca as coisas em pratos desiguais. Eu faço voto de que essa decisão possa ser revista no plenário, revista rapidamente, para não prejudicar um candidato”, acrescentou.

“A questão não é ser crítico, ser favorável. É uma questão de justiça, de democracia, de dar paridade de armas para ele poder realmente se manifestar. O fato de ele ser crítico não significa que ele não possa se manifestar e que ele não tenha o direito de fazer campanha”, afirmou Tarcísio de Freitas.

Tarcísio comenta contrato de Vorcaro com esposa de Moraes

Tarcísio de Freitas (Republicanos) chamou de graves as notícias de que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, teria editado um contrato entre o escritório de advocacia da própria esposa e o Banco Master.

“Entendo que isso tem que ser investigado. Existem inquéritos, como o que está com o ministro André Mendonça. E tudo isso tem que ser passado a limpo, tem que ficar às claras. Tudo o que a gente espera como sociedade é uma apuração rigorosa”, disse Tarcísio após visita à obra do Novo Hospital da Lapa, na zona oeste de São Paulo, nesta terça-feira (1º/9).

Conforme publicado pelo Metrópoles na coluna Demétrio Vecchioli, o contrato firmado entre o banco de Daniel Vorcaro e a Barci de Moraes Sociedade de Advogados previa que o escritório de advocacia da esposa de Moraes defendesse a instituição financeira em inquéritos na Polícia Federal.

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O acordo, que previa o pagamento de 36 parcelas de R$ 3 milhões, tinha como escopo a “consultoria estratégica e jurídica em procedimentos/inquéritos policiais nas Polícias Federal e Civis e procedimentos administrativos, inclusive perante o Banco Central, a Receita Federal e Cade”, além de processos judiciais em todas as instâncias do Poder Judiciário e “a “implantação, acompanhamento e aprimoramento constante e continuado de programa de integridade”.

Propaganda com Nunes

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) proibiu nessa segunda-feira (31/8) que Prefeitura de São Paulo faça propaganda para o governador Tarcísio de Freitas ou em peças publicitárias institucionais publicadas em suas redes sociais. A ação foi apresentada pela Coligação Desperta São Paulo, de Fernando Haddad.

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A coligação alega que a estrutura de comunicação da prefeitura teria sido utilizada para divulgar obras e serviços estaduais durante o período do defeso eleitoral, que começou no dia 4 de julho de 2026 — três meses antes das eleições. A propaganda teria acontecido após a manutenção de vídeos relacionados à entrega da Praça do Triunfo, na região da Cracolândia, do Residencial Ipê, na zona leste de São Paulo, e da Linha 17-Ouro do Metrô nas redes institucionais da prefeitura e do governo estadual.

Questionado sobre a decisão, Tarcísio afirmou que a oposição “tem que lamentar” as portas abertas que ele tem com prefeitos paulistas. Nunes também estava presente na agenda. Ele deu continuidade às críticas e afirmou que Haddad “fica mentindo” ao invés de apresentar propostas.

Decisão de Toffoli contra Renan Santos

A decisão de Toffoli proíbe Renan de fazer campanha em ambientes digitais, de receber recursos do Fundo Eleitoral, e de participar de debates. Em decisão do TSE no começo da tarde desta segunda-feira (31), Toffoli argumentou que Renan Santos se beneficiou ao deixar de informar, dentro do prazo, perfis em redes sociais.

“O candidato estava previamente ciente de que deveria informar os endereços e de que somente poderia utilizá-los na campanha após 48 horas de seu registro pelo Tribunal Superior Eleitoral. Violou frontalmente a obrigação. Os benefícios já auferidos são irreversíveis”, disse o ministro na decisão.

“Justifica-se, portanto, que, até o esclarecimento da situação de cada perfil e da análise de eventual justificativa para a omissão, seja integralmente suspensa a utilização dos perfis de redes sociais arrolados a destempo, bem como de qualquer outras, para a realização de campanha na internet”, acrescentou.

Na decisão, Toffoli proíbe o candidato do Missão de fazer propaganda “por meio de quaisquer endereço eletrônico de sítio, blog, rede social, sítio de mensagens instantâneas e aplicações de internet assemelhadas não informados tempestivamente à Justiça Eleitoral”.

Proíbe, também, de receber repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), o “Fundão Eleitoral”, e de participar de debates.

Como mostrou o Metrópoles na coluna Grande Angular, Renan Santos atualizou a lista de perfis dele e de seu candidato a vice, Coronel Medina, no dia 19 deste mês. A campanha enviou uma relação com 16 perfis de redes sociais ao TSE, na ocasião.